Perante a diminuição do número de sacerdotes, a diocese defende novas respostas pastorais, como a valorização das assembleias dominicais na ausência de presbítero e o reforço da corresponsabilidade dos fiéis.
Na apresentação do documento, o bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, explicou que o novo triénio pretende responder aos desafios vividos pelas comunidades, tanto nas aldeias mais envelhecidas e despovoadas como nos centros urbanos. “É fundamental que, ao longo deste triénio, as nossa s prioridades e preocupações vão muito no sentido de reconstruir essas comunidades para que sejam mais vivas”, afirmou.
O responsável sublinhou que a Igreja “é um conjunto de comunidades cristãs” e que, no contexto atual, é necessário reforçar a dimensão comunitária da vida eclesial.
O primeiro ano pastoral decorrerá sob o lema “Alicerçados em Cristo”, destacando Jesus Cristo como fundamento da vida das comunidades cristãs. Nos anos seguintes, os temas serão “Somos Pedras Vivas”, centrado na participação de cada batizado na missão da Igreja, e “A Igreja, Casa para Todos”, evidenciando a dimensão acolhedora da Igreja.
Segundo D. António Augusto Azevedo, o plano resulta de um amplo processo de participação. “Não foi um plano elaborado a partir da cabeça ou da vontade de alguém. Foi construído a partir dos contributos de várias instâncias da diocese, nomeadamente do Conselho Pastoral, do Conselho Presbiteral e das assembleias sinodais.”
Uma das principais preocupações da Diocese prende-se com a escassez de sacerdotes. Nesse sentido, o plano prevê novas formas de garantir a celebração do domingo nas comunidades. “Em muitas áreas da diocese começamos a ter dificuldade em ter sacerdotes para assegurar a missa do domingo. Teremos de procurar outras formas complementares, como as assembleias dominicais na ausência de presbítero.”
Além da liturgia, o plano prevê o reforço da catequese através do novo itinerário “Despertar da Fé”, uma maior valorização da Palavra de Deus, a criação de grupos de visitadores para acompanhar idosos e doentes e a realização de assembleias sinodais nas paróquias.
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