É um alerta, lançado por um apicultor do concelho de Vila Pouca de Aguiar e a que o consumidor deve estar atento. O uso de alguns antibióticos, no combate às doenças das colmeias e cortiços, pode fazer mal à saúde.
João Campos, proprietário de apiários no lugar do Roxo, em Vila Pouca de Aguiar, e produtor de mel com características biológicas, reconhece que “há quem produza mel utilizando antibióticos, no tratamento de doenças das abelhas”, acrescentando: “Por acaso, não tenho esse problema, na zona onde possuo as minhas colmeias, onde não há aplicações de insecticidas. Mas é preciso muito cuidado com os tratamentos que se faz às abelhas: têm que ser tratamentos que não contenham antibióticos, para não prejudicar o mel” – sublinhou.
Segundo este apicultor, “poderá haver pessoas que não estão a par dos tratamentos que se devem fazer e utilizar tratamentos com antibióticos é prejudicial, para o mel”.
João Campos adiantou ainda mais alguns pormenores, sobre esta matéria: “Os antibióticos são usados se a colmeia tiver problemas de doenças, como a barelose e a loque. Normalmente, usam-se umas réguas em que é envolvido o produto do tratamento. É feito duas vezes no ano, na Primavera, e, depois da cresta. Mas é ilegal usar o antibiótico. Porque se se tratar abelhas desta forma, o mel fica com resíduos do medicamento. Daí o meu apelo, aos apicultores, para que não façam tratamentos com antibiótico, porque é prejudicial”.
Para complicar este cenário, não há alternativas para combater este tipo de doenças. “Afecta os alvéolos da colmeia e é detectado pelo cheiro insuportável que exala. É a doença mais perigosa que há, para as abelhas”, concluiu o apicultor. Em causa, poderá estar a contaminação dos produtos das abelhas (mel, cera, geleia real, pólen, etc.) pelos antibióticos, acaricidas, etc., passando estes produtos apícolas a apresentar resíduos químicos que tornam o produto condenado para o mercado.
Esta situação já foi sentida, em vários países As dificuldades relacionados ao controlo da sanidade apícola e a falta de laboratórios e especialistas, em número suficiente, podem implicar falhas no controlo da qualidade do mel.
Jmcardoso


