A criação de um espaço para festas, do Centro Ciência Viva, do Pavilhão Gimnodesportivo, a conclusão do Complexo Desportivo do Monte da Forca e intervenções na rede viária são alguns dos projectos que poderão levar um injecção financeira da autarquia de Vila Real, com a concretização de um empréstimo, no valor de oito milhões de euros.
Foi aprovado, pela maioria, no dia 23, em Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal de Vila Real, a contracção de um empréstimo de oito milhões de euros que serão veiculados, entre outros projectos, para a construção de um espaço multinacional para realização de festas que será localizado junto à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Segundo Manuel Martins, Presidente da Câmara vila-realense, os oito milhões de euros, dos quais 1,5 milhões vão, exactamente, para o recinto de festas, vão financiar, ainda, o Pavilhão Gimnodesportivo, a construir na zona do Seixo (2,5 milhões), o Centro Ciência Viva (1,1 milhões), a conclusão do Complexo Desportivo do Monte da Forca (1,5 milhões) e, finalmente, algumas intervenções previstas no âmbito do Plano da Rede Viária (1,4 milhões).
Relativamente ao recinto de festas, o autarca sublinhou que o projecto está em fase de negociações com os proprietários dos terrenos da Quinta de Nossa Senhora de Lurdes, um espaço com cerca de 11 hectares, situado a seguir à Praça da Galiza.
“Se não houver entendimento com os proprietários, vamos partir para a expropriação”, explicou o edil vila-realense, adiantando que espera ter o espaço pronto para que, em 2009, as Festas de Santo António já se possam realizar ali.
O endividamento da autarquia servirá, ainda, para a construção do Pavilhão Gimnodesportivo, uma infra-estrutura a construir de raiz e cujo projecto (com três plataformas de jogos, balneários, ginásio, bar, zona administrativa e bancadas fixas e retrácteis, com capacidade total para 1500 lugares sentados e, ainda, um parque de estacionamento subterrâneo autónomo) foi apresentado, em Junho, contando com um orçamento total que ronda os cinco milhões de euros.
O autarca realça que, depois de contrair o referido empréstimo, a autarquia ainda fica com uma capacidade de endividamento de 1,5 milhões de euros, um valor que poderá ser destinado à área educativa.
Apesar das contas sociais- -democratas, os deputados da bancada socialista da Assembleia Municipal abstiveram-se na votação sobre o empréstimo, o que, segundo o socialista Rodrigo Sá, se justifica, pelo facto de a oposição “não estar contra o empréstimo em si ou contra os investimentos”, mas, sim, contra “os moldes pouco claros” em que este é realizado. Rodrigo Sá revelou que o PS está contra o facto de, nos primeiros dois anos, a autarquia pagar, apenas, os juros do empréstimo, sem abater no seu valor total. No entanto, Manuel Martins garante que isso não é verdade: “Este empréstimo foi bem pensado. Durante dois anos, podemos utilizar ou não o dinheiro, ou seja, se conseguirmos apoios do Quadro de Referência Estratégica Nacional, para as obras em causa, não utilizaremos o empréstimo”, revelou o autarca, reiterando que mesmo que a autarquia usufrua dos oitos milhões de euros continuará a contar com uma capacidade de endividamento de 1, 5 milhões.
“Mal anda a Câmara que não aproveita este tipo de oportunidades de recorrer à banca”; sublinhou o edil vila- -realense.
Na sessão extraordinária da Assembleia, foi aprovada, ainda, por unanimidade, a homenagem ao escritor António Cabral, recentemente falecido, através da atribuição do seu nome a uma rua de Vila Real, provavelmente uma artéria da freguesia de Nossa Senhora da Conceição.
Maria Meireles





