Eu até podia compreender – embora mal – a entrega das chaves da cidade de Lisboa a Durão Barroso, mesmo que seja o terceiro português a congratular-se de tal oferenda (pelo que leio, nos jornais, as chaves da cidade estão mais predestinadas a Chefes de Estado estrangeiros). Eu até podia compreender que a Câmara de Lisboa quisesse agraciar um lisboeta que agora é Presidente da Comissão Europeia e não vislumbrasse uma outra maneira de o fazer. O que eu sinceramente não compreendo é a pacovice de António Costa, ao afirmar, com o penduricalho ao pescoço, que “pela primeira vez, um cidadão português residente na cidade de Lisboa desempenha o elevado cargo de Presidente da Comissão
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