Sábado, 16 de Outubro de 2021

As nossas catástrofes de trazer por casa

Olho para a Austrália e vejo-lhe o mapa submerso em água, num espaço tão grande como a França e a Alemanha juntas. Olho para o Haiti e vejo o espelho do inferno, a representação do caos. Olho para o Japão e vejo a hecatombe do Armageddon e os cavaleiros apocalípticos todos à desfilada: o chão a abrir-se, o mar a crescer sobre a terra, o fogo a agigantar-se, as explosões a espalharem a morte radioactiva, a doença a roer corpos, a morte a banalizar-se de tão imensa, podre, imunda, gritos que se misturam com lágrimas em rios de sangue. E penso: e se fosse cá?

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Contudo, tudo por aqui dá entender que algum cataclismo se abateu sobre o país.

Lamúrias incessantes, queixas e queixinhas sobre tudo e mais alguma coisa, invejas mal contidas nas críticas que nos escapam numa roda de falatório.

É o juro que aumentou. Senão for o juro, é o gasóleo que pela mesma nota já nem faz mexer o ponteiro do depósito. É o subsídio que não vem, e se não for o subsídio é o emprego que não se arranja, o estágio que não é pago, a inflação que subiu, o défice que não se controla, a derrota do nosso clube. O desastre é grande, pois chora-se por dá cá aquela palha como se a palha fosse

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