Contactado pela VTM, Valentim Santos justificou a decisão com um acumular de situações em que deixou de se rever, apesar de ter procurado exercer as funções “com seriedade, calma e dedicação”. Depois de dois atos eleitorais, aceitou continuar a servir a instituição, mas considera que deixou de existir entendimento entre os diferentes responsáveis. “Não remamos todos para o mesmo lado, não estamos em sintonia”, afirmou.
O antigo presidente defende que cada órgão deve respeitar as competências dos restantes e cumprir as suas funções com lealdade institucional. “Cada um deve ocupar o seu lugar e respeitar o espaço de intervenção dos outros”, sustentou, considerando que a associação deve estar acima de divergências pessoais. “Aquilo não é do presidente, não é do comandante. Aquilo é dos bombeiros e da comunidade”, acrescentou.
Segundo Valentim Santos, os desentendimentos com o comandante foram-se agravando ao longo do seu mandato, envolvendo também o vice-presidente. O antigo responsável afirmou ter sentido dificuldades na gestão da instituição e acusou alguns elementos de terem contribuído para o que considerou ser um bloqueio interno. Sobre a assembleia extraordinária, alegou que existiu um “boicote preparado”, apontando responsabilidades ao comandante, ao presidente da mesa da assembleia e a outros participantes.
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