Apreensão de sete bovinos, três armas ilegais, substâncias suspeitas de promover o crescimento a bovinos e uma pessoa detida, foi o resultado de uma acção de fiscalização que levou 140 inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a 19 estabelecimentos transmontanos, ligados a comercialização de carne.
Em comunicado, a ASAE explicou que a acção decorreu na consequência de uma investigação desenvolvida há cerca de oito meses “sobre a administração de betagonistas e promotores de crescimento a bovinos”.
Dos “alvos” focados, 14 são explorações agro-pecuárias, tendo sido ainda “visitado” um armazém de rações, um entreposto frigorífico, um talho, um restaurante e um supermercado.
Entre o material apreendido estão “sete bovinos, por suscitarem dúvidas sobre a sua proveniência, 162 quilos de medicamentos de uso veterinário, por suspeita de tratar de promotores de crescimento, e 5400 brincos”.
Foram ainda recolhidos três litros de produto, sete quilos de pó e 31 amostras de urina, ração e água, substâncias que irão, agora, ser objecto de análises em laboratório, para confirmação.
Mais, foram ainda apreendidos “14 documentos diversos, como passaportes, documentos de trânsito e documentos assinados pela Autoridade sanitária, que se encontravam em branco”.
No total foram cumpridos 11 mandados de busca, sendo três a residências e oito a viaturas.
Relativamente à detenção, a ASAE explicou que o indivíduo foi encontrado na posse de três armas ilegais, tendo sido presente a tribunal para julgamento sumário, baixando o processo a in- quérito.
Até ao dia cinco de Setembro, a ASAE fiscalizou, a nível nacional, 1178 talhos, tendo registado 670 infracções, 27 suspensões de actividade (a maior parte, por falta de condições de higiene), uma detenção, oito processos-crime e 449 processos de contra-ordenação, sendo de sublinhar que a taxa de incumprimento, constatada no sector, está em 39 por cento.
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