A operação decorreu, segundo um comunicado da ASAE, “na sequência de uma investigação no âmbito do combate a ilícitos criminais contra a saúde pública, especificamente relacionados com o abate clandestino”.
Assim, e através da sua Brigada de Práticas Fraudulentas da Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional do Porto e com o apoio Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC), foi realizada uma operação de fiscalização, no distrito de Vila Real.
Esta operação, designada “Rota do Clandestino” culminou então no desmantelamento de um local (cuja localização não é especificada), onde se procedia, “de forma ilícita, dissimulada e camuflada, sem condições técnico-funcionais e de higiene, ao abate massivo de animais de várias espécies”
Estes, lê-se ainda no comunicado, “eram posteriormente encaminhados para estabelecimentos de restauração e talhos, que recebiam toda essa carne proveniente dos animais abatidos ilegalmente, entrando a mesma no circuito do consumo público sem que fosse sujeita à competente inspeção sanitária oficial, obrigatória antes e após o abate, para despiste de doenças”.
Esta prática ilegal, diz a ASAE, “colocava em risco a saúde pública, ao permitir a circulação de carne potencialmente contaminada ou inadequada para consumo humano”.
Com isto, foi instaurado um processo-crime pela prática do crime contra a saúde pública de abate clandestino e foi detido um suspeito em flagrante delito.
Foram ainda apreendidos 33 animais abatidos, 159 ovinos e caprinos, cerca de 200 kg de vísceras e os instrumentos usados no abate (17 facas e 1 fuzil) e dois computadores portáteis.






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