Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Assembleia Municipal de Alijó discutiu ontem resultado da auditoria às contas da autarquia

A Assembleia Municipal de Alijó discutiu ontem, já depois da hora de fecho desta edição, as conclusões da auditoria externa realizada às contas da autarquia, um documento que aponta para um “passivo ajustado” de 31,4 milhões.

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Segundo o documento, ao qual a VTM teve acesso, “o passivo do município aumentou cerca de 270 por cento entre 2003 e 2011, passando de aproximadamente 9,5 milhões de euros para 35,3 milhões”.

O balanço da auditoria, que a Câmara Municipal contratualizou com a empresa KPMG, revela que nos anos seguintes, “o passivo apresentou uma redução para aproximadamente 31,4 milhões”, um valor registado a 20 de outubro de 2013.

Entre as “principais conclusões” está também a indicação de que “o valor percentual de crescimento do passivo mais elevado ocorreu no exercício de 2009, com uma taxa de 49 por cento”. “Neste ano o Município obteve um empréstimo no âmbito de um programa de saneamento financeiro, num valor aproximado de nove milhões de euros, que se destinava a efetuar pagamentos a fornecedores correntes e de capital. Contudo, a utilização “não se traduziu numa diminuição global das dívidas a fornecedores, na medida em que a dívida paga com o montante recebido ao abrigo deste programa foi substituída por dívida proveniente de novas empreitadas”, revela o relatório da auditoria, ente muitas outras conclusões.

O documento, que foi classificado pela empresa responsável, como confidencial, foi apresentado ao executivo alijoense no dia 29 de janeiro e ontem passou à discussão na reunião ordinária da Assembleia Municipal, que contou na ordem de trabalho com mais cinco pontos.

Segundo o atual presidente de Câmara, Carlos Magalhães, a auditoria “permite conhecer a real situação do município aquando da tomada de posse deste executivo”. “Este documento será uma ferramenta de trabalho, em nosso entender imprescindível, para quem assume a responsabilidade de gerir os destinos de um município em desequilíbrio financeiro estrutural e que estará sujeito a um programa de ajustamento financeiro nos próximos 20 anos que, obviamente, condicionará o futuro de todos nós”, considerou o autarca na reunião do executivo em que o relatório foi apresentado.

A reunião ordinária da Assembleia Municipal começou de manhã e prolongou-se para o período da tarde, não tendo sido possível à VTM obter reações dos deputados sobre os resultados da auditoria.

 

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