Vila RealAssociativismo Juvenil ‘fervilha’ no distrito

Associativismo Juvenil ‘fervilha’ no distrito

Organizações trabalham nas mais diversas áreas e mostram o seu dinamismo ao recorrerem a vários programas nacionais de apoio. A VTM apresenta duas dessas associações pulsadas por “sangue jovem”

O movimento associativo ligado à juventude está em “forte crescendo” em Vila Real, confirmou o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), revelando que existe atualmente no distrito 65 estruturas inscritas no Registo Nacional de Associações Juvenis (RNAJ).

No “retrato” feito pelo IPDJ, numa altura em que decorre, até ao final do ano, o período de candidaturas a projetos a desenvolver em 2016, é assinalado “um aumento significativo em 2014, ano em que se registaram 12 novas associações, e também em 2015, em que já foram inscritas mais 12”.

Uma vez inscrita no RNAJ, são muitos os programas de apoio do IPDJ a que se pode candidatar uma associação. Desde o Programa de Apoio às Associações Juvenis (PAAJ) ao Registo de Entidade Organizadora de Campos de Férias (gratuito), passando pelo FORMAR, pelo Voluntariado Associativo, pelos Estágios de Emprego, ou Empreende Já, entre outros.

Relativamente ao PAAJ (o programa principal de suporte financeiro ao movimento associativo), no distrito foram apresentadas uma centena de candidaturas, que resultaram num apoio de mais 150 mil euros.

O IPDJ revelou ainda que “se compararmos o número de candidaturas nestes últimos dois anos, notamos um aumento significativo: no PAJ Anual – de 18 para 28 candidaturas; no PAJ Apoio Pontual – de 4 para 31 candidaturas; no PAI – de 10 para 22 candidaturas”.

“Este aumento, quer de novas associações, quer de candidaturas, está relacionado com as dinâmicas implementadas pelo Gabinete de Associativismo do Serviço de Vila Real, do IPDJ”, garantiu a mesma fonte.

O gabinete pretende ser “um espaço de reflexão, partilha de ideias e projetos, de procura de parcerias entre associações”, e o trabalho que desenvolve “tem sido aproveitado pelos serviços de Vila Real do IPDJ para implementar uma dinâmica empreendedora no movimento associativo, desde resolver questões relacionadas com a constituição de uma associação juvenil, até ao apoio na elaboração de candidaturas”.

A VTM quis conhecer melhor duas dessas associações que entraram este ano no RNAJ e que se candidataram aos apoios disponibilizados pelo IPDJ.

 

Lua de Alecrim fomenta “um modo de vida feliz e consciente”

 

Criada em 2012, a LuA de Alecrim (LuA) trabalha em três vertentes, o “nascer”, o “crescer” e o “viver”, tendo como missão a “promoção e divulgação de todas as disciplinas que fomentem a qualidade de vida e um modo de vida feliz e consciente”. Entrou este ano no RNAJ.

Hoje, depois de ter cumprido, também este ano, o objetivo de ter sede própria, em Vila Real, a associação mantém “os pés bem assentes na terra” para dar continuidade, de forma sustentada, à missão de “fazer pessoas felizes, um dia de cada vez, sorriso a sorriso”.

Revelando uma das dimensões que dão corpo ao trabalho que desenvolve a associação, Mariana Simões, dos corpos sociais, explicou que a LuA trabalha o “nascer” através da “promoção humanização do parto”, desde a “assistência direta às grávidas e aos bebés”, à organização de formações para públicos mais especializados, como os técnicos profissionais de saúde, que contam com “equipas e especialistas internacionais”.

Outra vertente, denominada de “crescer”, envolve “a dinamização de ações de educação pelas artes e parentalidade consciente”. “Essas atividades têm sempre o objetivo de estar com as crianças de uma forma que para nós é essencial, o respeito pelo indivíduo”, através da “educação pelas artes, da educação das emoções”, explicou a mesma responsável, sublinhando que no ramo do “viver”, a LuA organiza atividades e workshops de desenvolvimento pessoal para adultos.

Desde que entrou na RNAJ, já foi possível para a associação apresentar uma candidatura que permitirá contar com mais dois colaboradores em 2016.

 

AMDouro quer impulsionar a economia através do marketing

 

“É uma associação que tem como propósito dar a esta região as ferramentas e os conhecimentos capazes de impulsionar as marcas que são criadas no território”, revelou João Guedes sobre a Associação de Marketing de Trás-os-Montes e Alto Douro (AMDouro), que nasceu em outubro.

O presidente da associação explicou que a AMDouro presta “serviços de consultadoria e organiza formações na área do marketing para pequenas e médias empresas que necessitam das ferramentas, como por exemplo o marketing digital, para impulsionar o seu negócio”.

A primeira do género a ser criada em Vila Real, a AMDouro tem uma forte componente jovem nos seus corpos sociais, o que garante o seu perfil “dinâmico e ativo”. “Somos um grupo de jovens com vontade de dar o know how a setores da economia que estão um pouco parados”, explicou.

Uma das mais-valias que João Guedes vê na inscrição da associação no RNAJ prende-se com o apoio ao “dinamismo” que a organização quer “imprimir”, mas também o contacto e troca de experiências com outras associações e a possibilidade, que daí advém, de serem criadas “sinergias com outras associações”.

À semelhança de muitas outras associações RNAJ, também a AMDouro soube aproveitar os apoios colocados à sua disposição, tendo já apresentado candidaturas para estágios. “Até já temos um protocolo com a Escola Profissional Agostinho Roseta, de Vila Real, através do qual vamos receber dois jovens em estágio curricular que pretendem aprender na associação como se trabalha o marketing”, exemplificou ainda o presidente da direção sobre o esforço da associação em dar corpo à sua missão.

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