Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila RealAutarca garante que ZEN ‘sairá do papel’ no primeiro semestre de 2012

Autarca garante que ZEN ‘sairá do papel’ no primeiro semestre de 2012

O projecto que prevê o investimento de perto de 11 milhões na criação de um espaço empresarial deverá arrancar depois de vários anos de espera. Para fazer face à crise, a autarquia garante que vai continuar a “apostar na capacidade empresarial do município e na criação de riqueza”, enquanto a Nervir compromete-se a lutar junto do Governo pelos direitos das pequenas e médias empresas do distrito.

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No discurso da cerimónia de inauguração da 14ª Feira de Artesanato e Gastronomia da Associação Empresarial de Vila Real (Nervir), que decorreu entre os dias um e quatro, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, deixou a garantia de que o projecto da futura Zona Empresarial do Norte (ZEN) irá arrancar “na primeira metade de 2012”.

A construir junto a Andrães, na Estrada Municipal 313, a ZEN vai exigir um investimento de perto de 11 milhões de euros, dos quais 1,3 milhões serão garantidos por fundos comunitários.

De recordar que, as primeiras previsões da autarquia apontavam para a entrada em funcionamento do novo espaço em Julho do ano passado, no entanto o projecto ainda não saiu da gaveta.

Manuel Martins lembrou que o novo espaço empresarial terá uma “área total 50 hectares” e poderá “servir de morada a cerca de 30 novas empresas”.

Mencionando também o projecto de criação do Parque de Ciência e Tecnologia, o autarca explicou que o município está a “trabalhar no sentido de reforçar a sua capacidade empresarial e na geração de riqueza”, de forma a fazer frente à crise que se sente a nível nacional e, de forma especial, na região.

Durante a cerimónia, Fernando Martins, vice-presidente da Nervir, contabilizou que “em 2010 existiam no distrito de Vila Real 18.600 empresas, das quais cerca de 7 por cento encerraram a sua actividade nesse mesmo ano”. “E a situação tende a agravar–se”, advertiu o mesmo responsável, lembrando que “o Orçamento de Estado para 2012, recentemente aprovado, estabelece, em sede de IRC, a eliminação de todas as taxas reduzidas (benefícios fiscais) aplicáveis às empresas do interior”.

“As empresas do interior passam a ser abrangidas pelo regime normal, de 25 por cento, quando, a taxa de IRC era reduzida a 15 por cento e, no caso de instalação de novas empresas, era de 10 por cento durante os primeiros cinco anos de actividade”, recordou Fernando Martins. Mais, “como se não bastasse, somos agora presenteados com uma taxa rodoviária na ligação entre as nossas cidades, de interesses e necessidades diárias, que muito vai contribuir para o seu afastamento e empobrecimento”.

O vice-presidente considerou que “esta eliminação dos benefícios fiscais à interioridade torna crítica a situação das empresas do distrito, é penalizador para a fixação de novas empresas e para a dinamização da economia, contribui para o aumento do desemprego e impede o desenvolvimento sustentável da região”.

Deixando a certeza que a Nervir vai continuar “a trabalhar em prol da defesa das micro, pequenas e médias empresas, apesar dos tempos difíceis em que o país e o mundo se encontram mergulhados”, Fernando Martins deixou a garantia que a associação empresarial vai defende junto do Governo “que sejam tomadas algumas medidas de discriminação positiva de apoio às micro, pequenas e médias empresas do interior, que compensem a eliminação dos benefícios fiscais, de forma a garantir a coesão e a competitividade do próprio território”.

 

Feira recebeu oito mil visitantes

Apesar de ter ficado um pouco aquém das expectativas de alguns expositores em termos de volume de negócios (“facto atribuído às dificuldades que o país atravessa”), o balanço de mais uma edição da FAG foi positivo, tendo-se registado a presença de mais cerca de oito mil visitantes durante os quatro dias de certame.

Segundo a organização, “o dia da inauguração e o domingo, último dia, foram os melhores em termos de número de visitantes e volume de vendas”, sendo de sublinhar que “os produtos que obtiveram maior sucesso foram os produtos gastronómicos, com especial destaque para o fumeiro e a doçaria conventual”.

“O público que visitou a FAG teve a oportunidade de apreciar os artesãos a trabalharem ao vivo nas mais diversas áreas, nomeadamente os bordados, linho, artigos em pele, artes decorativas, artigos de moda, bijutaria, etc.”, tendo a feira contado ainda com um programa de animação com diversos ranchos folclóricos e grupos de cantares.

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