A pretensão surgiu por parte do município de Vinhais, no distrito de Bragança, quando começaram a ser discutidas as prioridades nacionais de investimentos para o novo quadro comunitário.
A nova ligação rodoviária tem ganho força e apoios do lado de Portugal e foi tema de uma reunião no município da Gudiña com representantes de ambos os lados da fronteira, que decidiram elaborar um documento conjunto com a reivindicação.
Luís Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Vinhais, disse à Lusa que o documento, onde constam os argumentos sobre a importância desta ligação, vai ser enviado aos governos de Portugal e Espanha.
Segundo o autarca, a ligação pretendida tem cerca de 60 quilómetros, perfil de itinerário principal (IP) a partir do IP2, em Macedo de Cavaleiros, seguindo para Vinhais, Moimenta e Gudiña.
Em Portugal, a reivindicação foi já apresentada aos grupos parlamentares e ao Governo, através da Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, que colocou esta nova estrada nas prioridades para o Plano Nacional de Investimentos.
A última versão do plano, apresentada pelo Governo português, não contemplou nem esta, nem outras prioridades rodoviárias em Trás-os-Montes.
Estas ações conjuntas, segundo Luís Fernandes, têm como objetivo “concretizar esta pretensão nos dois lados da fronteira e fazer pressão junto dos governos”.
O autarca referiu que esta rodovia permite a ligação de Trás-os-Montes à A52, em Espanha, assim como à futura estação do comboio de alta velocidade espanhol, o que reforça a “importância e a necessidade desta ligação transfronteiriça para o desenvolvimento da região transmontana, bem como dos concelhos de Gudiña e Rios”.





