As ações incidem na largada do parasitóide Torymus Sinensis, que combate, a curto e médio prazo, a vespa das galhas do castanheiro, prevenido a sua proliferação nas áreas de produção.
Este ano, a câmara municipal, através do Gabinete Florestal, e em parceira com a Afloudounorte, realizou 50 largadas do parasitóide nas freguesias afetadas pela praga, nomeadamente em Valongo de Milhais, Jou, Fiolhoso, Carva e Vilares, e, Noura e Palheiros. A quantidade de largadas, bem como os locais onde elas são feitas, é determinada pelos pareceres técnicos que resultam do processo de prospeção realizado pela comissão de acompanhamento.
O parasitóide alimenta-se das larvas assumindo, dessa forma, uma função vital contra o crescimento da praga. Por isso, é necessário que as largadas sejam feitas enquanto as galhas estão tenras, nesta altura do ano, para que os resultados sejam mais eficazes. Não tendo qualquer consequência a nível ambiental, o Torymus Sinensis permite controlar a praga. Contudo, a sua intervenção não irá extingui-la, pelo que ações anuais “são vitais para a manutenção dos castanheiros e minimização dos efeitos biológicos da vespa”.
O esforço do município centra-se na realização de “ações contínuas, capazes de proteger e melhorar as condições de produção de castanha, produto tão importante na economia local e na vida de inúmeras famílias do concelho”.
A autarquia, para além de prestar todo o apoio técnico e operacional juntamente com os seus parceiros, tem assumido todos os custos financeiros da operação ao longo dos últimos anos.





