Terça-feira, 7 de Julho de 2026
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Autarquia não desiste do Itinerário Complementar 26

Chegou a ter projeto de execução e vários estudos prévios no troço entre Amarante e Trancoso. Porém, o IC26 acabou por não sair da gaveta e ficou-se apenas pelo papel. O Município de Mesão Frio foi um dos que mais lutou pela sua concretização. Ao fim de 13 anos, a edilidade ainda reivindica este itinerário complementar.

Era considerado como uma das vias cruciais mais importante para a acessibilidade interna na região no Douro e reclamado pelas autarquias da região, nomeadamente Régua, Mesão Frio e Lamego. A construção da A24 e o prolongamento da A4, no entender de alguns autarcas, não esvazia a importância desta via.

O presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Alberto Pereira, é um deles. O edil não escondeu o seu desagrado porque o seu concelho “ficou arredado dos grandes centros”, com a não construção do IC26. “Mesmo com as novas vias, esta estrada seria a mais importante para o concelho”, reconheceu. “Em 2010 chegamos a receber um projeto de ligação de Mesão Frio a Amarante, só que, com a queda do Governo, tudo isto voltou à estaca zero. Continuamos assim sem uma acessibilidade capaz e arredados das grandes vias de ligação do interior ao litoral”.

Numa perspetiva sustentada de desenvolvimento, Alberto Pereira considerou que, com esta realidade rodoviária, as grandes empresas não se instalam no concelho, o que implica o consequente reflexo negativo na empregabilidade e no progresso social. “Continuamos a defender a viabilidade do IC 26”, reforçou o edil.

Como consagrado no PRN, o IC26 desenvolvia-se entre o IP4 (A4) em Amarante, e o IP2, em Trancoso, tendo como pontos intermédios Régua, Lamego, Tarouca, Moimenta da Beira e Sernancelhe. O troço do IC26, entre Amarante e Mesão Frio, era considerado como uma das principais acessibilidades ao Douro. A própria a EP – Estradas de Portugal desenvolveu o projeto de execução do lanço IC26 – Amarante (IP4) / Mesão Frio. Entre Lamego e Trancoso, foi adjudicado em 2001 o Estudo Prévio do mesmo, que chegou a ser finalizado. Uma das razões avançadas para que o troço entre Lamego e Trancoso não avançasse teve a ver com o pouco movimento rodoviário na EN226, o que levou alguns decisores a considerar que entre o tráfego previsto no IC26 e o elevado custo da obra, não seria abonatório avançar com a obra.

Ainda nos Itinerários Complementares, recorde-se que o troço do IC5 entre o nó de Pópulo e Vila Pouca de Aguiar também ficou suspenso, e em paralelo à não execução desta via outras vias secundárias não foram realizadas, nomeadamente a ER226-2 – variante a Tabuaço e a EN313 – Valdigem/Armamar.

 


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