Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Autarquia quer certificar o covilhete

Há muitos anos os covilhetes eram consumidos apenas nas festas de Santo António, do Senhor do Calvário e da Senhora da Almodena, hoje é uma especialidade que pode encontrar-se todos os dias em qualquer padaria e pastelaria da cidade. A notoriedade do pastel poderá ser ainda incrementada com a possibilidade da sua certificação e, quem sabe, até a criação de uma confraria a ele dedicada.

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“Não passo um dia de Santo António sem comer um covilhete” testemunhou Eugénia Almeida, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real e vereadora responsável pela cultura, adiantando que amanhã, no âmbito das comemorações do padroeiro da cidade, serão lançadas as bases para o processo de certificação de um dos ex-líbris gastronómicos do concelho.

Reza a história que no dia de Santo António os vila-realenses comiam covilhetes com arroz de forno, uma tradição que, como tantas outras, ao longo dos anos se foi perdendo, sem que, no entanto, aquele pastel perdesse notoriedade.

Reavivar memórias como esta e dar ainda mais destaque ao covilhete são os objetivos da autarquia para uma iniciativa marcada para amanhã, e que vai oferecer o salgado a todos os participantes.

Às 11h00 terá lugar uma Caminhada Cultural pelo Centro Histórico, durante a qual o diretor do Museu da Vila Velha vai apresentar aos participantes a história dos covilhetes.

No final da caminhada, no Museu da Numismática, terá lugar a iniciativa “Covilhete à Mesa de Santo António”, onde será abordada não só a história do pastel, mas também as suas particularidades, receita e segredos. “Convidamos todas as pastelarias e padarias do concelho a participar e a oferecer os covilhetes”, explicou Eugénia Almeida, congratulando-se pela adesão em peso dos empresários do setor.

Durante a sessão, a autarquia vai lançar as bases de um projeto que pretende ver o Covilhete certificado. “Estamos a estabelecer contactos para dar início ao processo”, explicou a vice-presidente da Câmara.

Mais, a mesma responsável adiantou que está ainda a ser equacionada a possibilidade de criar uma “Confraria do Covilhete”.

O dia de Santo António vai ser assinalado à moda antiga, com o dia a começar com uma salva de morteiros, seguida de uma arruada de bombos pelas ruas da cidade.

Segundo a autarquia, “os covilhetes são uma espécie de empadas que devem o seu nome à pequena forma de barro preto (de Bisalhães) em que iam ao forno”.

“A tradição desta especialidade é muito antiga e está ligada às festas de Santo António, do Senhor do Calvário e da Senhora da Almodena, que eram as únicas ocasiões de venda desta especialidade. Desde a década de 60 do séc. XIX que os Covilhetes começaram a ganhar notoriedade na gastronomia vila-realense, e, no séc. XX, havia pessoas que os vendiam pelas ruas da Cidade em tabuleiros cobertos com panos de linho. Atualmente, podemos comprá-los numa qualquer pastelaria de Vila Real, pois são comercializados diariamente”, recorda o site do município.

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