Sábado, 16 de Outubro de 2021

Autoridades de saúde na mira de Nuno Vaz

Decisões tomadas pela Direção Geral de Saúde levaram Nuno Vaz a insurgir-se contra as entidades que regulam o setor, que considera andarem “desorientadas” e num grito de alerta relembrou que no interior “somos cidadãos iguais aos outros e precisamos de respostas idênticas”.

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Com a chegada de emigrantes oriundos de vários pontos do mundo, a 20 de março, a Direção-Geral de Saúde anunciou uma norma, obrigando todas as pessoas que entrassem em Portugal, a ficar em isolamento profilático durante 14 dias. Seis dias depois, Graça Freitas volta atrás e revoga a medida,  anulando as decisões de algumas administrações regionais.

Em Chaves, a notícia foi recebida com “surpresa” e acredita-se que a revogação da quarentena possa criar “uma situação explosiva”. 

“Esta decisão de revogar a obrigação do isolamento profilático durante 14 dias, é insensata, imprudente e já está a gerar confusão”, referiu Nuno Vaz, que, em dias anteriores já havia dito que era importante redobrar a fiscalização e a verificação do cumprimento da quarentena a que os emigrantes estavam sujeitos. 

Nuno Vaz relembrou que o interior do país e, em particular, os concelhos da raia, é uma região com uma população idosa e com uma forte emigração. “Se juntarmos a essas variáveis, de risco, a circunstância de termos muitos lares (oito lares onde estão cerca de 900 idosos), se não houver controlo, pode estar a criar-se aqui um caldo explosivo”.

CONTROLO NÃO É EFICAZ

Para além de ser urgente “tornar a determinar o isolamento profilático a todos aqueles que regressam às suas comunidades”, Nuno Vaz considera que, apesar da “disponibilidade”, a GNR não tem meios para fiscalizar todas as pessoas que passam na fronteira e sugere a alocação de mais recursos para que o controlo seja mais eficaz, sugerindo a “chamada” de militares para o terreno.  

Mas o controlo “meramente administrativo” não é suficiente. Na opinião do autarca, para a fiscalização ser mais eficaz, as autoridades de saúde deveriam estar na fronteira a fazer a primeira despistagem à Covid-19. “Continuamos a defender um controlo sanitário nas fronteiras. Mesmo sabendo que não é eficiente, algumas pessoas poderiam ser logo sujeitas ao teste e isso diminuiria o risco de contágio”. 

Em Chaves e na “globalidade”, os emigrantes estão a cumprir com as recomendações, mas ainda há quem “fure” o isolamento. A PSP local deteve, recentemente, em Chaves, quatro emigrantes de Ribeira de Pena que foram multados entre os 1.800 e o os 6 mil euros, por incumprimento da quarentena. Uma situação que Nuno Vaz deu como exemplo sobre a forma séria como as forças de segurança e a justiça estão a encarar esta nova realidade em estado de emergência. 

CENTRO DE DIAGNÓSTICO EM CHAVES

O Alto Tâmega criou um centro de diagnóstico à Covid-19 destinado à recolha de testes feito ao nível de cuidados de saúde primários já em funcionamento no Centro Cívico de Chaves, junto ao edifício da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. 

 

 

 

 

 

 

O espaço resulta de uma parceria entre os seis municípios que integram a Comunidade intermunicipal do Alto Tâmega e os Laboratórios Germano e Sousa, e prevê a realização de testes sem ter que sair de casa. Os autarcas viram assim as suas reivindicações serem ouvidas depois de uma nota de desagrado que deixaram às autoridades de saúde, aquando da suposta decisão da retirada do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, da rede de Laboratórios de Referência para a pesquisa do Covid-19 e o encaminhamento dos testes para o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em Lisboa. 

A CIM do Alto Tâmega sugeriu ainda ao Governo a instalação de centro de diagnóstico à Covid-19 nos centros de saúde da região para “facilitar a vida dos cidadãos e profissionais”.

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