A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) tem 24 investigadores incluídos na lista dos cientistas de maior impacto científico em 2025, elaborada por investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América, e publicada pela editora Elsevier. Este estudo baseou-se nos dados da Scopus, a maior base de dados mundial de resumos e citações de publicações científicas.
A UTAD conta ainda com 11 investigadores na lista que avalia o impacto científico ao longo da carreira, num total de 29 cientistas distintos, sendo que seis integram ambas as listas.
O número de investigadores da UTAD na lista referente a 2025 mais do que duplicou em relação ao ano anterior, tendo aumentado de 11 para 24. Segundo a UTAD, este crescimento supera o registado a nível nacional, constituindo “o maior aumento entre as instituições portuguesas de dimensão semelhante analisadas”.
Dos 24 investigadores que integram a lista de 2025, 18 não constam da classificação que avalia o impacto científico acumulado ao longo da carreira, o que evidencia a presença de investigadores cuja contribuição científica se destaca no período mais recente.
Paulo Fernandes é o investigador da UTAD com a melhor posição na classificação de 2025. Na área da silvicultura, ocupa o 15.º lugar entre 36 413 autores, posicionando-se entre os 0,04% com maior impacto.
Seguem-se A. Vilela, na área da Ciência Alimentar, entre os 0,32% mais bem classificados; Amélia M. Silva, em Farmacologia, entre os 0,34%; Jaime Sampaio, em Ciências do Desporto, entre os 0,70%; e Berta Gonçalves, em Biologia Vegetal, entre os 0,75%.
A distribuição por áreas científicas evidencia o peso da Agricultura, Pescas e Silvicultura e da Investigação Biomédica, que, em conjunto, representam 15 das 24 entradas da UTAD na lista de 2025.
Sete investigadores desenvolvem trabalho nas áreas da microbiologia, parasitologia e ciências veterinárias, enquadradas na abordagem One Health, que reconhece a ligação entre a saúde humana, animal e ambiental. Outros cinco trabalham em química alimentar e vegetal.
Os restantes investigadores distribuem-se por áreas como a toxicologia, engenharia, informática e materiais, clima e agricultura, ambiente e recursos geológicos, silvicultura e ecologia e ciências do desporto.
A lista utiliza o C-Score, um indicador que considera fatores como as citações recebidas, a coautoria e a posição dos investigadores nos artigos científicos. O objetivo é avaliar o impacto do trabalho científico, indo além do número de publicações de cada investigador.
A associação dos cientistas à UTAD é determinada pela afiliação mais recente registada na base de dados Scopus. Esta pode corresponder diretamente à universidade ou a um dos seus centros de investigação: o Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), o Centro de Química de Vila Real (CQ-VR) e o Centro de Ciência Animal e Veterinária (CECAV).
De acordo com a UTAD, os resultados reforçam a presença da universidade em diferentes domínios científicos e evidenciam “o crescimento do número de investigadores da instituição reconhecidos pelo impacto da sua produção científica”.





