Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
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Azeite de Murça conquistou 19 medalhas e aumentou 30% das vendas em 2021

A Cooperativa dos Olivicultores de Murça conquistou, em 2021, 19 medalhas em concursos internacionais, aumentou 30% nas vendas de azeite e está a investir 400 mil euros numa nova linha de extração e na diminuição da fatura energética

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O presidente da direção da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, Francisco Ribeiro, disse hoje à agência Lusa que o reconhecimento internacional ajuda a criar novos canais, a conquistar parceiros novos e a aumentar as vendas.

Recentemente o azeite “Porca de Murça” conquistou cinco medalhas de ouro no Concurso Internacional Olivinus 2021, que decorreu na Argentina e é considerado um dos maiores concursos do mundo.

Francisco Ribeiro referiu que os cinco lotes colocados a concurso obtiveram cinco medalhas de ouro naquele que considerou ser um dos “mais prestigiados concursos do mundo”, que contou com a “participação de mais de 200 empresas do setor oriundas de 17 países”.

Segundo o responsável, neste ano, em que a cooperativa celebra o 65.º aniversário, o seu azeite conquistou um total de 19 medalhas (ouro e prata) em concursos que se realizaram na Argentina, Israel, Japão, Itália, Canadá, Inglaterra e Portugal.

O presidente da direção disse ainda que, nos primeiros nove meses do ano, as vendas aumentaram “cerca de 30%” comparativamente com 2020, traduzindo-se na venda “de meio milhão de litros”, o “equivalente à produção quase toda do ano passado”.

A exportação representa entre 20 a 22% do volume de negócios e os principais mercados são a Alemanha, França, Canadá, Suíça e alguns países nórdicos.

A cooperativa vai lançar nas próximas semanas uma “nova loja ‘online’, mais moderna, com novos canais de pagamento e que tem como objetivo facilitar a venda direta ao consumidor final” e “encurtar os intermediários”.

Neste momento está já a preparar a campanha 2021/2022, que arranca em novembro, estando a ser montada uma nova linha de extração, um investimento de cerca de 300 mil euros que visa duplicar a capacidade de extração e, assim, diminuir o tempo de espera da azeitona para a transformação.

O responsável perspetiva um “ano de produção ligeiramente inferior” ao ano passado. Em 2020, foram produzidos três milhões de quilos de azeitona e, nesta campanha, as previsões apontam para menos 800 toneladas colhidas em Murça.

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