Sábado, 18 de Abril de 2026
InícioMogadouroBE pede explicações sobre encerramentos por falta de funcionários

BE pede explicações sobre encerramentos por falta de funcionários

Em causa está a Casa das Artes e Ofícios, a Casa da Cultura e o Porto de Turismo, três equipamentos que, segundo o Bloco, são essenciais na garantia do acesso da população local à cultura. O partido classifica a situação como incompreensível, uma vez que a autarquia já deixou a garantia de que tem condições para manter os funcionários, e só não o faz em respeito da deliberação do Governo que dita que, “em nome da contenção”, as autarquias não poderem “contratar funcionários ou colocar nos quadros os que se encontram com contrato a termo certo”

-PUB-

A deputada da nação eleita pelo Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, pediu, no dia 28, explicações aos Ministérios da Cultura e das Finanças e Administração Pública, através do presidente da Assembleia da República, explicações sobre o encerramento de alguns equipamentos culturais do município de Mogadouro devido à “impossibilidade de contratação dos seus funcionários”.

A mesma responsável confrontou os Ministérios com o “perigo do encerramento” de equipamentos que fizeram de Mogadouro “quase um oásis em Trás-os-Montes no que diz respeito à diversidade de espaços culturais”.

Apesar de até à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não ter sido possível entrar em contacto com responsáveis da autarquia, o partido recorda que, “recentemente, o presidente da Câmara de Mogadouro admitiu, perante a Assembleia Municipal, o encerramento de alguns equipamentos públicos, alegando a falta de funcionários que garantam o seu funcionamento”.

“Estão em causa a Casa das Artes e Ofícios, a Casa da Cultura e o Posto de Turismo, tendo o autarca levantado a hipótese de arquivo municipal vir também a ficar em risco”, refere o requerimento enviado pelo BE ao Ministério.

Na referida reunião da Assembleia Municipal de Mogadouro, o autarca António Moraes Machado terá explicado a situação: “Quando o Governo nos informa que, em nome da contenção, não podemos contratar funcionários ou colocar nos quadros os que se encontram com contrato a termo certo, a única saída que vejo é fechar alguns dos equipamentos municipais”.

“O encerramento destes equipamentos põe em causa o acesso da população à cultura, já que representam o único acesso ao cinema, aos espectáculos e ainda ao ensino artístico no concelho”, sublinhou o BE, levantado também a questão da “conservação e manutenção do arquivo histórico”.

Catarina Martins sublinha ainda que a situação é “tão grave quanto incompreensível” uma vez que, “segundo o executivo, a autarquia goza de boa saúde financeira e teria, não fosse a regra absurda e cega de impedimentos de contratação na função pública, todas as condições para manter estes equipamentos em funcionamento”.

“Que medidas estão a ser tomadas pelo Governo para garantir o funcionamento destes equipamentos e a manutenção dos seus funcionários nos respectivos postos de trabalho?”, questiona directamente a deputada bloquista.

De recordar que, “nos últimos anos”, Mogadouro “melhorou significativamente os seus espaços culturais através do recurso a fundos comunitários, sendo quase um oásis em Trás-os-Montes com a diversidade de espaços culturais deste concelho”. “É certo que, infelizmente, o aproveitamento e programação destes equipamentos nem sempre correspondem às necessidades da população, o que comprova a pertinência da legislação relativa às redes de serviços públicos de cultura que o Bloco de Esquerda vem propondo, nomeadamente a relativa aos teatros e bibliotecas municipais. Mas, a necessidade de desenvolvimento da actividade destes equipamentos não oblitera a sua importância vital e a necessidade de garantir a sua continuidade”, defende a deputada no requerimento.


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

Mais lidas

PRÉMIO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS