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Bienal Internacional de Gravura do Douro começa amanhã

Mais de 350 obras vão estar em exposição, em mais uma edição da Bienal de Gravura do Douro, um certame que, este ano, homenageará a pintora Paula Rego. Outra das novidades da Bienal “que terá continuidade, em próximas edições”, prende–se com o encetar da relação com as Gravuras Rupestres do Vale do Côa. “Transformar a […]

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Mais de 350 obras vão estar em exposição, em mais uma edição da Bienal de Gravura do Douro, um certame que, este ano, homenageará a pintora Paula Rego. Outra das novidades da Bienal “que terá continuidade, em próximas edições”, prende–se com o encetar da relação com as Gravuras Rupestres do Vale do Côa.

“Transformar a vila de Alijó na Capital Nacional da Gravura Contemporânea” é, mais uma vez, o objectivo final da Bienal de Gravura do Douro, uma iniciativa que, na sua quarta edição, começa, amanhã, decorrendo até ao dia 10 de Setembro.

Este ano, as grandes novidades vão para a homenagem a Paula Rego, “nome maior, no panorama nacional das Artes Plásticas”, sendo de realçar que “os trabalhos da pintora vão estar em exibição na Galeria de Exposições do Teatro Auditório Municipal de Alijó”.

Para além da participação de 166 artistas de 47 países, num total de 355 gravuras em exposição, a Bienal vai alargar as suas fronteiras, “através da relação com as Gravuras Rupestres do Vale do Côa”, tendo sido já assinado um protocolo, entre o Núcleo de Gravura de Alijó, a Câmara Municipal de Foz Côa e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, com vista a assegurar a continuidade desta cooperação. “Diálogos – Gravura Rupestre versus Gravura Contemporânea” é o nome da exposição que reunirá, no Pavilhão dos Desportos de Alijó e no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, “cerca de 20 gravuras, rupestres e contemporâneas, contracenando umas com as outras”, explicou Nuno Canelas, Director da Bienal que considera ser “incontestável que, a nível nacional, o Douro marca a forte aposta na gravura rupestre e contemporânea”.

Em Alijó, mais exactamente nas Piscinas Municipais, estará uma mostra de trabalhos de Humberto Marçal, enquanto que o Auditório Municipal recebe o acervo da Cooperativa Árvore que reúne gravuras de artistas como José Rodrigues, Júlio Resende, Graça Morais, Albuquerque Mendes, Ângelo de Sousa, Sá Nogueira e Vieira da Silva, entre outros”, adiantou fonte da organização do certame.

Segundo Nuno Canelas, o principal objectivo desta iniciativa é, precisamente, “promover, através das Artes Plásticas, a região duriense”, classificada, pela UNESCO, como Património da Humanidade.

“Alijó pode afirmar-se como Capital da Cultura do Douro, uma vez que já demonstrou ter potencial e capacidade para oferecer um evento com projecção e renome internacional, neste caso ligado às Artes Plásticas”, defendeu o mesmo responsável.

A organização renova, ainda, a intenção do Núcleo em, em colaboração com a autarquia de Alijó, criar o Museu da Gravura Contemporânea que representará “o apogeu de todo o projecto da Bienal da Gravura”, um projecto que Nuno Canelas considera de elevada importância, visto que, em Portugal, “continua a não ser dada grande relevância a esta arte”, sendo de lamentar que ainda não exista “uma licenciatura, em Gravura”.

No decorrer do mês dedicado à Gravura, os visitantes da Bienal terão a oportunidade de participar na XIV Oficina de Gravura em Metal, promovida pelo Núcleo de Gravura de Alijó, bem como de assistir a vários espectáculos culturais (Jazz, Rock, Teatro e Cinema).

 

Maria Meireles

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