Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Borbela e Lamas de Olo: “Trabalhamos com o sentido de missão em prol da comunidade”

“Considero que as juntas de freguesia são o parente pobre da política e são elas as que melhor conhecem as dificuldades das suas populações”.

Nas obras executadas, que foram muitas, o autarca revela que “quando chegámos à União de Freguesias havia uma série de coisas para fazer. E com o nosso trabalho, conseguimos melhorar as infraestruturas, as vias de comunicação e a vida das pessoas”, revela o autarca, adiantando que “nunca nos comprometemos com ninguém, porque não sabíamos com aquilo que poderíamos contar”. Mesmo assim, “foi possível fazer muitas obras, todas elas úteis para a comunidade”.

José Armando reconhece que ainda existem “algumas ruas que não estão transitáveis como precisamos, já que o nosso objetivo é que todas as ruas permitam a passagem dos meios de socorro, como uma ambulância, o INEM, um carro dos bombeiros para prestar ajuda às pessoas, Isso é uma das nossas prioridades para a freguesia”. 

Destacou que, ao longo dos três mandatos, “fizemos muitas obras, umas grandes outras mais pequenas, mas todas eram necessárias nesta União de Freguesias”, dando como exemplo a intervenção na via principal da Igreja, onde os carros não se conseguiam cruzar na Estrada Municipal 313. “Agora, está mais ampla. Conseguimos, também, trazer os Urbanos até à nossa freguesia, o que veio ajudar, claramente, na mobilidade da população”. 

“Prometemos trabalho, temos obra feita e a missão cumprida”
JOSÉ ARMANDO
PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA

Outra obra que orgulha o atual executivo são os dois depósitos de água colocados em Outeiro. “Durante o verão, a aldeia de Outeiro não tinha água, porque as minas e os depósitos secavam e os bombeiros tinham de ir lá abastecer. Com estes dois depósitos toda a aldeia tem água. É isto que faz a diferença na vida das pessoas”.

Além de todas estas obras, foi criada uma equipa de sapadores. “É uma mais-valia, uma vez que no espaço mais rural da nossa freguesia tínhamos dificuldade na limpeza dos baldios, dos terrenos comunitários, em que aproveitamos esta equipa de sapadores para fazer esse trabalho ao longo do ano”. 

O presidente da UF sustenta que o trabalho que ele e a sua equipa realizaram permitiu melhorar, de forma inequívoca, a vida das pessoas. “No fundo, conseguimos fazer mais com menos”.

HABITAÇÃO

Na quinta do Almor está a nascer um projeto para dar resposta a quem procura habitação no concelho. A partir de dezembro deste ano, Vila Real vai contar com 180 habitações municipais a custos controlados, num investimento de 25 milhões de euros.

José Armando destaca que esta urbanização está a ser construída no âmbito do 1º Direito e está localizada na União de Freguesias. “É uma mais-valia para todos, já que são 180 fogos que serão arrendados e irão aumentar significativamente a nossa população”.

Programa comunitário “Condomínio de Aldeia”

O programa comunitário “Condomínio de Aldeia”, criado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é destinado às aldeias localizadas em terrenos vulneráveis de floresta. Tem como principal objetivo criar ações de limpeza, manutenção e gestão de combustíveis que se localizam perto de aglomerados populacionais. Assim, a comunidade local pode participar nestas iniciativas que funcionam em prol da proteção dos aglomerados populacionais e, ao mesmo tempo, das florestas.

A UF de Borbela e Lamas de Olo, que tem território integrado no Parque Natural do Alvão, procura proteger as suas gentes das consequências dos incêndios rurais.

Segundo José Armando Sousa, este programa “consiste na limpeza dos espaços e na plantação dos mesmos, sendo que esta segunda parte só irá acontecer em meados de setembro e outubro”.

O presidente explica que após as limpezas dos terrenos circundantes das habitações, mesmo que aconteça um incêndio, este não irá causar perigo. “Depois de a área ser limpa, caso haja algum incêndio, ele extingue-se, porque não tem por onde arder. Assim, as chamas não se aproximam das casas e não corremos nenhum perigo”.

Este programa foi visto com bons olhos pelo executivo, uma vez que protege e perspetiva um futuro promissor para estas localidades, que, muitas vezes, estão rodeadas pela floresta. 

Para que, seja possível conservar os espaços naturais e as vidas humanas, é necessário antecipar os problemas, que já são bem conhecidos e que, na maioria das vezes, são ignorados.

Deste modo, o presidente sustenta que “há muito dinheiro para o combate aos incêndios, mas não existe para a prevenção”. Antigamente, havia guardas-florestais que viviam em casas no meio da floresta, mas estão desativadas e, também, não se vê as autoridades a obrigar as pessoas a limparem os terrenos”.

Para solucionar este problema, a União de Freguesias dispõe de 150 mil euros, sendo que este valor está destinado a uma equipa externa, que realiza a limpeza dos perímetros.

As limpezas já começaram e até julho as localidades de Outeiro, Cravelas e Borbela vão ser alvo de ações de proteção de floresta.

A aldeia de Lamas de Olo no coração do Alvão

A União de Freguesias de Borbela e Lamas de Olo faz parte do Parque Natural do Alvão, que tem com 7.238,3 hectares. É uma zona essencialmente granítica com algumas manchas de xisto e diversos afloramentos rochosos. Das linhas de água muito encaixadas, destaca-se o rio Olo, associado à queda de água das Fisgas do Ermelo, já em Mondim de Basto. 

A aldeia de Lamas de Olo é uma das joias do Parque Natural do Alvão. Quando nos aproximamos da localidade salta à vista o casario em granito, que muitas das casas conservam ainda os telhados de colmo.  A forte imagem rural destas casas antigas é complementada pelos canastros espalhados pela aldeia que merecem uma visita.

A aldeia é rodeada por lameiros e campos de cultivo verdejantes, onde é comum andarem vacas a pastar durante todo o ano. A água vem da serra e corre pelos riachos, onde se ouve o chilrear dos pássaros, mas também outros sons da natureza, que fazem deste lugar um quadro natural perfeito. 

Nesta aldeia, pode ainda observar o quotidiano, onde são mantidas algumas tradições de outros tempos. E também pode apreciar a natureza através de percursos pedestres que estão identificados e sinalizados. 

O Miradouro de Lamas d’ Olo e o Parque de Merendas da Barragem Cimeira são também pontos de passagem obrigatórios, onde pode observar uma paisagem única, que o vai surpreender.

Mostra do Gado Maronês

A Mostra do Gado Maronês acontece durante o último fim de semana de julho. Os participantes mostram o seu gado e tentam ganhar a competição.

 

José Armando Sousa revela que “a mostra do gado é bastante concorrida”, e que “há sempre picardias saudáveis entre os participantes”.

Para além disso, também há uma corrida de cavalos e, nos últimos tempos, “esta festividade tem tido a famosa chanfana, porque as pessoas gostam de conviver, beber e comer”.

Esta tradição conta com o apoio da Junta.

Escola Básica do Prado

A Escola do Prado, integrada no Agrupamento de Escolas Diogo Cão, é uma Eco-Escola desde 2006 e foi uma das primeiras, a nível nacional, a adquirir este selo.

A preocupação com o meio ambiente e os ensinamentos sobre a sustentabilidade são transmitidos desde tenra idade, para que estes alunos sejam adultos conscientes da importância do planeta Terra.

Todos os anos, no dia 7 de novembro, a Escola celebra o dia das Eco-Escolas, com o hastear da Bandeira Verde.

Nesta eco-escola há uma horta, árvores de fruto, compostagem, onde as crianças podem ver o mundo de outra perspetiva.

Para além das habituais aprendizagens adquiridas numa escola, este estabelecimento procura, essencialmente, mostrar às crianças a importância de um mundo mais verde.

A coordenadora do programa Eco-Escolas, Luísa Queirós, sublinhou os valores da sustentabilidade que são transmitidos desde cedo às crianças, que acredita que serão “eco-cidadãos a vida inteira”. “Não temos de ter um dia para celebrarmos a terra, porque nós lembramo-nos e cuidamos dela todos os dias”, adiantando que os meninos “estão muito sensibilizados para estas temáticas, mas tem de haver um dia dedicado à Terra para aquelas pessoas que se esquecem e continuam a poluir, que não separaram os lixos, que não pensam na biodiversidade e sustentabilidade do planeta, porque só temos este. Por isso devemos preservá-lo para que ele não seja destruído”.

José Armando lembrou a importância da escola para a freguesia. “Estamos orgulhosos com o facto de termos mantido a escola. Foi uma guerra manter esta escola aberta, em que destaco o apoio do executivo, que nos ajudou a manter a escola, que é muito procurada pela comunidade”. 

O autarca refere ainda que a requalificação veio melhorar de forma “significativa” as condições para as crianças.

Rede de saneamento

José Armando Sousa revela que, desde 2013, a rede de saneamento é um dos principais objetivos do executivo. “Mas também temos de ter consciência das dificuldades que estão associadas a este serviço”.

O município de Vila Real anunciou um investimento de 3,8 milhões de euros que vai permitir ligar várias localidades à rede de saneamento de águas residuais, entre as quais Outeiro e Relva, que se localizam nesta União de Freguesias e vão ser abrangidas por este investimento. 

Após “anos de espera, este projeto vai, finalmente, concretizar-se, num investimento fundamental para as duas localidades”, refere José Armando, presidente da UF, acreditando que o saneamento “vai mudar a vida das pessoas” de Outeiro e Relva.

José Armando lembra que Lamas de Olo não tem saneamento, por especificidades próprias da aldeia, no entanto, admite que se poderá “avançar com minis ETAR – Estações de Tratamento de Águas Residuais”. 

Com todas estas intervenções, a UF ficará “com uma taxa de cobertura de saneamento próxima dos 90%”, disse o presidente. 

Este projeto será executado pela ADiN (Águas do Interior Norte) e terá um prazo de execução de um ano.

 

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