Este facto é para o presidente da Câmara Municipal «o culminar de um antigo e atribulado processo, mas que este executivo conseguiu resgatar em prol da população do concelho» dado que esta atribuição, nas palavras de Domingos Dias, é também «o princípio de uma nova fase de esperança alicerçada numa água de elevadíssima qualidade».
O contrato é por dois anos, podendo ser prolongado por mais um ano, e findo o respetivo período o município pode escolher metade da área atribuída para posterior conceção de exploração dos recursos hidrominerais. Com a vigência do contrato, aprovada a 25 de julho em reunião de Câmara Municipal, vai desde já proceder-se a um programa anual de prospeção e pesquisa que será apresentado à Direção-Geral de Energia e Geologia.
De realçar que, durante o período outorgado, os trabalhos da equipa técnica da prospeção do Cardal não poderão causar interferências na área já concessionada à VMPS – Águas e Turismo S.A., e esta criará condições de acesso às suas captações e registos para se observar da existência ou não de interferências.
Para levar a cabo os trabalhos de prospeção e pesquisa de águas minerais no lugar do Cardal, Bornes de Aguiar, a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro estabeleceram uma cooperação para que a UTAD comece a efetuar trabalhos no terreno, desde estudos geoambientais e geofísicos à definição dos locais potenciais a pesquisar, e que poderá confirmar a existência de um sistema aquífero mineral com muitas potencialidades socioeconómicas.







