E que soluções eram essas? Saber ouvir o doente, procurar entendê-lo para o conhecer, tratá-lo com carinho e afeto, observá-lo, falar com ele e tentar explicar-lhe os sintomas, a doença, as soluções, incutir-lhe ânimo, esperança, confiança. Tudo isto era, na maioria das vezes, mais importante do que as poções e as pílulas. Esta Arte Médica era aquela a que se referia o “pai” da Medicina, Hipócrates, quando dizia: “Em todas as circunstâncias exercerei a minha arte com pureza e honestidade”. Era, como ainda é hoje, complementada pela natureza e pela fé, como Ambroise Paré sublinhava no século XVI ao dizer aos seus doentes: “Eu tratei-te, que Deus te cure”. Hans-Georg Gadamer, filósofo alemão, chama a
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