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Casa do Douro rebate acusações do IVDP

A causa da redução de 1.500 pipas de benefício, em relação a 2007, anunciada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, IVDP, está a ser contestada, pela Casa do Douro, além da queda de comercialização do vinho, sentida em alguns mercados. O IVDP “culpa” a Casa do Douro, pelo efeito negativo da venda que […]

A causa da redução de 1.500 pipas de benefício, em relação a 2007, anunciada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, IVDP, está a ser contestada, pela Casa do Douro, além da queda de comercialização do vinho, sentida em alguns mercados. O IVDP “culpa” a Casa do Douro, pelo efeito negativo da venda que fez, de 13.500 pipas, no início deste ano.

O Presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, discorda da “desculpa” de que a venda do vinho, pela Casa do Douro, é uma das causas para a diminuição do quantitativo, considerando, sim, que a quebra da exportação e comercialização de 8,3 % do Vinho do Porto é que deverá ser uma preocupação, para o IVDP. Publicamente, já assumiu que “em outros anos, a Casa do Douro vendeu vinhos em quantitativos muito maiores e nem por isso deixou de subir o benefício. É em tempos de crise que se tem que fazer esforços acrescidos, para se manter ou melhorar os desempenhos, os quantitativos vendidos, ou, pelo menos, para os manter”. Daí que faça uma crítica profunda e tire uma conclusão: “os meios de promoção, os meios que devem levar o vinho generoso e o vinho do Douro aos quatro cantos do mundo e que devem levar as empresas a vender mais e a fazer esforços, neste sentido, não deram os resultados”. Manuel António Santos refere ainda que, mais importante do que ser a produção de menos 1.500 pipas de vinho, é conhecer quanto é que cada vitivinicultor vai deixar de beneficiar, defendendo que o Douro necessita de discutir, seriamente, as razões do aumento de plantações, dentro da área do vinho generoso.

Refira-se que o quantitativo foi estipulado pelo Comunicado de Vindima e decidido pelo IVDP, Associação de Vitivinicultores e Engarrafadores do Vinho do Porto e Douro e Associação das Empresas do Vinho do Porto.

A Casa do Douro e os representantes das Adegas saíram do processo, em Junho, como sinal de repúdio, alegando existirem faltas de respeito ao trabalho e aos representantes da produção.

O Instituto do Vinho do Douro e Porto, no mesmo Comunicado de Vindima, permite que a região demarcada possa permitir, este ano, a produção de 123.500 pipas de Vinho do Porto, ou seja, similar a 2006.

 

Jmcardoso

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