O bispo de Bragança-Miranda disse que estão a rever os planos da Casa Pastoral Diocesana, que tem o “projeto aprovado” e está construída “a parte mais estrutural”, no edifício do seminário, para ser também hospedaria, para a sua sustentabilidade.
“A preocupação é termos uma casa que acolhe, que tem possibilidades para 60 camas, para retiros, para encontros, para alguém que passa e queira ficar, mas pela experiência, mesmo no país, não há nenhuma casa de retiros que sobreviva só com retiros. Não é possível”, disse D. Nuno Almeida, em entrevista à Agência Ecclesia.
O bispo explicou que “o projeto está aprovado” e têm “a parte mais estrutural” da Casa Pastoral Diocesana construída, o que lhes deu a possibilidade de rever os planos, o “arquiteto está a transformar o projeto para que seja um hotel ou uma hospedaria”, porque “não teria sentido, uma casa tão grande, com condições” para receber atividades de meio em meio ano, ou de três em três meses.
Esta alteração ao projeto inicial da Casa Pastoral Diocesana vai possibilitar à diocese transmontana “receber grupos, sobretudo no que respeita ao turismo religioso”, de candidatar “esta obra aos fundos da União Europeia”, e “também rentabilizar”, quando não estiver a ser usada para retiros, para receber hóspedes, para além de congressos, no “auditório e várias salas”.
Destacou ainda que o Seminário Maior de São José já tem cozinha e lavandaria, e “um espaço fabuloso”, com um “bosque muito grande”, de nove hectares, e campo de jogos.
Sobre a “fragilidade económica da diocese”, D. Nuno Almeida explicou que teve “a sorte de encontrar uma diocese sem dívidas, com algumas obras de vulto”, como a catedral, “mas economicamente muito frágil”, e percebem nas contas que mantêm a diocese “porque a maior parte de quem trabalha o faz voluntariamente”.




