Cerca de nove mil fardos de feno foram destruídos, na madrugada do dia três, na sequência de um incêndio que, deflagrado num armazém, em Sampaio, concelho de Vila Pouca de Aguiar, manteve-se activo durante mais de 18 horas.
Pouco faltava para a uma da manhã de sexta-feira quando os bombeiros voluntários aguiarense foram chamados a combater um incêndio que, segundo os proprietários do armazém destruído, suspeita–se que tenha sido fogo posto.
António Sarmento, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca explicou ao Nosso Jornal que estiveram no local 32 dos homens apoiados por cinco viaturas, entre as quais dois auto-tanques, tendo sido necessário ainda a requisição de duas máquinas para retirar de dentro do armazém o feno ainda em chamas. “O incêndio foi dado por extinto por volta das 18 horas, embora o feno tenha continuado a arder no exterior do armazém”, explicou o mesmo responsável.
Fonte próxima dos proprietários explicou que ainda não foi possível contabilizar os prejuízos, mas que estes deverão ser muito elevados, tendo em conta que o armazém, relativamente novo, ficou destruído bem como nove mil fardos de feno.
Relativamente a possibilidade do incidente ter “mão criminosa”, António Sarmento refere que não cabe aos bombeiros encontrar culpados ou definir se foi fogo posto ou negligência, no entanto, recordou que, no espaço de um mês este já é o segundo incidente do género, já que, em Nuzedo, também ardeu um armazém cheio de feno, “o que é muita coincidência”.
Para além da corporação de Vila Pouca, no local do incêndio estiveram ainda equipas dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde e da Cruz Branca, de Vila Real, e de Vidago.
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