A Câmara Municipal de Chaves anunciou, no dia 19, a sua intenção em candidatar a cidade a Património Mundial da UNESCO.
Segundo o autarca João Batista, a candidatura justifica-se, tendo em conta o facto de a cidade reunir agora as condições necessárias para a obtenção do título, já que, para além do vasto património histórico e cultural, este viu aprovado o apoio a um projecto que, com um investimento de cerca de 10 milhões de euros, vai permitir a regeneração do seu centro histórico, possibilitando, assim, “uma melhor funcionalidade desta zona da cidade”.
Relativamente aos “tesouros” flavienses que merecem a nomeação, João Batista sublinhou, por exemplo, o balneário termal romano que, descoberto no decorrer de escavações arqueológicas realizadas no largo do Arrabalde, foi reconhecido apenas este ano e é agora considerado “um dos maiores da Europa”.
Mas muitos outros são os monumentos dignos da protecção e apreciação mundial, nomeadamente a Ponte sobre o Rio Tâmega, as termas, o Castelo e as suas muralhas medievais ou, ainda, os fortes de São Neutel e de São Francisco.
Os objectivos da obtenção do título de Património da Humanidade são o “reconhecimento internacional da cidade e do seu património, o reforço da identidade e o desenvolvimento sustentável”, garantiu o autarca, revelando que será hoje aprovada, em reunião de Câmara, a Comissão Executiva da candidatura, sendo de realçar a constituição de um Conselho Consultivo e de uma Comissão de Honra que será constituída pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, e pelo Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
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