O combate ao incêndio que lavra na serra do Alvão, em Vila Real, evoluiu favoravelmente, mantendo-se hoje uma frente ativa em zona de declive acentuado e de falta de acessos.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência Proteção Civil (ANEPC), estão já no terreno seis meios aéreos para ajudar no combate ao fogo que lavra há 11 dias.
“Temos aqui a dificuldade de estarmos a fazer combate num terreno de serra, altitude, com difíceis acessos e declives acentuados, e, portanto, os meios aéreos aqui poderão ser uma ajuda favorável”, salientou José Requeijo, segundo comandante sub-regional do Douro.
De acordo com o responsável, o arrefecimento “que vem das descargas dos meios aéreos permite que os meios de combate possam fazer uma progressão mais rápida”.
“Temos tido um cenário mais favorável. Ontem, a reativação ao final da tarde trouxe-nos alguma preocupação porque foi uma reativação com muita intensidade, com muita velocidade de propagação, levou a linha de fogo para as aldeias de Cravelas, Outeiro e Testeira. A nossa preocupação foi essa, de defesa das populações, felizmente sem qualquer dano nem nos habitantes, nem nas estruturas habitacionais. Tivemos essa capacidade de proteção”, salientou o comandante.
Questionado sobre as queixas do presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, que pediu mais meios para combater o fogo, a consumir o concelho em “lume brando”, José Requeijo disse entender o sentimento do autarca.
“É natural, está a ver o seu território a ser consumido e ninguém fica tranquilo e sossegado com uma situação dessas. O facto é que temos realmente já muitos dias desta ocorrência, mas também estamos a viver um período e um estado metrológico em termos de temperatura, clima, todas estas condições que se juntaram, que é receita ideal para que haja esta situação e, portanto, o combate tem sido eficaz, os meios estão disponíveis, temos tido essa capacidade”, referiu.





