O congresso que decorreu em Salto (abertura) e Montalegre (restantes dias), falou sobre combate de animais e juntou especialistas dos mais variados cantos do globo. Um evento «importante» assim o classificou Jean Yves Durand, docente da Universidade do Minho e elemento do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA).
Numa das sessões, o investigador afirmou que o combate de animais «é uma actividade antiga que exige paixão». Actividade que decorre, em todo o mundo, tendo como protagonistas touros, cães, escorpiões ou peixes. Mais à frente acentuou: «Existe uma variedade de combates de animais.
Os mais habituais são os combates de galos e de touros. Mas nos Alpes, por exemplo, existem combates de vacas, e há ainda lutas entre cabras, carneiros, escorpiões, aranhas, peixes (Tailândia), codornizes, perdizes e mesmo dromedários. Antigamente, na Índia, os elefantes eram também protagonistas de combates que atraíam milhares de pessoas. Por regra, acrescentou o docente universitário, «é uma actividade que apaixona muita gente. Os combates de grilos, na China, atraem milhões de pessoas e movimentam quantias de dinheiro avultadas com as apostas». Jean-Yves Durand salientou que há também, cada vez mais, opositores aos combates de animais, uma situação que se observa com mais intensidade na sociedade Ocidental do que no Oriente.
Nota final, para referir, que no dia do meio do congresso, a comitiva foi para o terreno, onde pode assistir a combate entre animais: galos, carneiros e as típicas «Chegas de Bois» do Barroso.




