O Douro tem três meses para unir vontades, no sentido de apresentar uma Candidatura de Projectos Globais aos Fundos Comunitários, através do Programa de Valorização de Recursos Endógenos, PROVER.
Este é o tempo que empresários e instituições públicas têm, para mostrarem o que valem, para conseguir projectos em parceria de valorização turística e ambiental do Douro. Tudo isto saiu da sessão de divulgação do Programa “Douro – Região Vinhateira” que decorreu no Auditório do IPTM, em Peso da Régua, promovida pela Estrutura de Missão do Douro. Neste encontro, em que estiveram onze empresários e onze quintas do Douro, foram abordados projectos na área de aproveitamento e valorização de recursos endógenos do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial, e o turismo que ela pode atrair.
O Chefe do Projecto da Estrutura de Missão, Ricardo Magalhães, considerou que “foi dado o arranque da elaboração de um programa de acção que vai exigir que os projectos apareçam, fazendo parte de um projecto global, isto é, não vai ser o somatório de vários projectos isolados” – disse.
Apelando a uma sempre necessária articulação, este responsável salientou que “os projectos têm que se complementar, têm que se articular, para que haja uma sinergia e um produto composto, para que a região venha a tirar muito mais benefício”.
Ricardo Magalhães ficou satisfeito com a adesão à primeira reunião de trabalho do Programa Douro Região Vinhateira, até porque, pela primeira vez, conseguiu uma boa adesão de privados.
“Não é muito frequente estarem onze empresários e onze quintas do Douro. Conseguimos envolver estes agentes, lado a lado, com outros, quer públicos quer privados. Acho que vamos ter uma proposta, porque, no passado, quando começaram os processos, eram só encontrados autarcas e vereadores. Hoje, aqui, esta plateia é bem mais diversificada, há aqui uma expectativa positiva que nós temos de saber aproveitar”. A candidatura do Douro terá de estar pronta até ao final deste ano.
De realçar que o Programa Comunitário PROVER não dispõe, para já, de um orçamento específico, mas aos projectos escolhidos confere uma marca de mérito Destina-se a apoiar programas e consórcios público-privados, orientados para a melhoria da competitividade de territórios de baixa densidade populacional, com base nos seus recursos mais distintivos Esta iniciativa surge na sequência da aprovação, em Agosto, no âmbito do “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte), de um apoio financeiro para o desenvolvimento das “acções preparatórias” deste programa que visa a valorização económica e social do Douro, tendo como na paisagem vinhateira do Douro o seu recurso estratégico, explorando as relações entre turismo, vitivinicultura, cultura e ambiente.
Jmcardoso



