BombeirosCorporação aguarda por criação de terceira EIP para “fixar bombeiros”

Corporação aguarda por criação de terceira EIP para “fixar bombeiros”

Servindo uma população de cerca de 4 mil habitantes, socorrer as pessoas é a prioridade principal, tendo capacidade de resposta em cada intervenção.

Como em tantas outras corporações, os Bombeiros Voluntários de Sendim (BVS) sentem os efeitos do despovoamento. Comandante desde 2019, Carlos André conta com duas Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e aguarda pela criação da terceira, o que vê como uma “forma de fixar bombeiros”. “É uma mais-valia, criamos postos de trabalho e fixamos aqui famílias. Ficamos sempre melhor servidos, pois são mais profissionais que temos”, já que o voluntariado “cada vez falta mais”, por isso vão “’segurando’ com os elementos da EIP”.

Além disso, entende “que vai ser o futuro, profissionalizar os bombeiros”, visto que “as exigências são outras”.

Recentemente integraram seis estagiários, “é uma ajuda”. Mesmo com a “dificuldade em arranjar gente para formar”, a verdade é que a maioria do quadro ativo situa-se entre os 20 e os 40 anos.

Por outro lado, os serviços de transporte têm aumentado e mesmo com 5 a 8 ambulâncias diariamente na estrada, por vezes têm “de recusar serviços”. Com 22 funcionários, é uma entidade “que já cria postos de trabalho e tem condições para criar mais”, segundo o presidente da Associação, Ilídio Rodrigues, como é o caso de condutores, mas tem-se revelado difícil.

“Esta é uma entidade que já cria alguns postos de trabalho e ainda tem condições para criar mais”
Ilídio Rodrigues – Presidente

“Pouco a pouco vamos lá, mas não temos o voluntariado de há 15 ou 20 anos, por isso a solução é, não digo uma profissionalização total, mas uma semi-profissionalização”, frisa.

A grande ambição da instituição “é ter homens e mulheres bem treinados e formados, e bom equipamento”.

O responsável vê vantagens em passar a ser PEM, e não apenas de reserva, que garantiria mais apoio. “Nós temos de fazer o trabalho da mesma forma, se eles respondem num minuto, nós temos de responder num minuto e um segundo”, afirma.

Nos últimos tempos conseguiram três novas ambulâncias, uma doada, outra adquirida apenas com verbas próprias e para a de emergência médica contaram com algum apoio do município.


Pode consultar o suplemento dedicado aos bombeiros AQUI

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