Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026
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Vila RealCotrim de Figueiredo considera que PR tem de defender “o que se faz de muita qualidade no interior”

Cotrim de Figueiredo considera que PR tem de defender “o que se faz de muita qualidade no interior”

Na passagem pelo Mercado Municipal de Vila Real, o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo falou com muitos dos clientes e comerciantes, tendo afirmado, no final, que encontrou “muita gente em idade que merecia estar a descansar e ainda está a trabalhar”.

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Em resposta a uma questão da VTM sobre a perda populacional em Trás-os-Montes e qual a missão do Presidente da República nesse tema, João Cotrim de Figueiredo acredita que “as regiões do interior de Portugal, como acontece noutros países, têm muito mais potencialidades do que normalmente se dá crédito e isso tem a ver com as dificuldades que as atividades económicas, culturais e até académicas, têm em fazer-se notar”. Como tal, o candidato defende que “o Presidente da República tem a obrigação de dar a conhecer, de dar destaque, a muita coisa, de muita qualidade que se faz no interior”.

Para Cotrim de Figueiredo, “um Presidente da República tenha uma visão integrada e homogénea do país, tem obrigação de saber reconhecer as coisas boas e dar-lhes o destaque”.

Sobre o que viu no mercado vila-realense, o candidato assumiu que encontrou “muita gente em idade que merecia estar a descansar e ainda está a trabalhar. Muita gente com relação ao campo, que traz para o mercado os produtos que eles próprios cultivam, e gente de muito trabalho e sacrifício”.

Cotrim de Figueiredo destacou, ainda, o encontro que teve com dois antigos emigrantes, que regressaram após décadas de trabalho no estrangeiro “à sua Vila Real natal, para a sua merecida reforma e que disseram que Portugal continua a ser um sítio fantástico para viver, mas não tanto para trabalhar”.

Sem querer comentar o tema da retirada dos cartazes do candidato André Ventura, João Cotrim de Figueiredo abordou os resultados das sondagens sobre a intenção de voto nas próximas eleições presidenciais, apenas para salientar que a sua candidatura “é a única que cresce consistentemente desde o princípio”. O candidato reforçou que começou a sentir mais adesão ao seu movimento por parte dos jovens e “agora, também noutras faixas etárias”.

Cotrim assume que pretende passar a mensagem que os “problemas que quero tratar não são específicos dos jovens nem dos portugueses de meia idade, mas são de todos. Não há uma sociedade coesa onde possamos viver, sem nos preocuparmos com os problemas uns dos outros”.

Ainda na declaração à comunicação social no final da ação, João Cotrim de Figueiredo assumiu que o tema da regionalização é complexo, mas mais importante do que “discutir a palavra regionalização, é discutir o seu conteúdo e, por isso, gostaria que houvesse consenso, quer político quer técnico, sobre que competências que efetivamente passam e sobre o mapa das regiões”. Nesse sentido, o candidato criticou o alegado entendimento entre Partido Socialista e Partido Social-Democrata para a distribuição das presidências das CCDR, quando estas são “eleitas pelos autarcas das respetivas regiões. Portanto, é uma eleição que está pré-combinada pelos dois maiores partidos e depois queixam-se que os portugueses estão desafetados pelo sistema”.

 

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