O reconhecimento desta data é para a ECSCP um ponto “crucial para a sensibilização da importância dos cuidados paliativos nos sistemas de saúde por todo o mundo”, sendo que, “Por desconhecimento, estes tipos de cuidados estão, ainda, de forma errada, associados exclusivamente aos doentes em fim de vida e a uma ideia que serve para ajudar a morrer”.
A equipa explica, em comunicado que “os Cuidados Paliativos são cuidados de saúde pluridisciplinares, rigorosos, humanizados, que pretendem intervir ativamente no sofrimento das pessoas que apresentam doenças graves, avançadas e que ameaçam a vida”.
O foco principal desta equipa é realizar um trabalho baseado nas “múltiplas necessidades das pessoas doentes”, tratando todos os doentes independentemente da idade e doença, quer elas sejam “portadoras de diversas patologias, oncológicas e não oncológicas”.
Além disso, a ECSP salienta o facto de os cuidados paliativos não se limitarem a apoiar apenas os doentes, indo “(…) para além da pessoa doente e centra-se igualmente nos seus cuidadores e/ou familiares”.
A ECSCP iniciou funções há cerca de um ano e meio, tendo como sede a Quinta da Redonda, no Centro de Saúde de Mateus, e abrange toda a área do ACES, abordando os concelhos de Alijó, Murça, Sabrosa, Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Peso da Régua e Mesão Frio. No seu primeiro ano e meio de atividade a ECSCP acompanhou 159 doentes, em estado de doença crónica, nos seus próprios domicílios, contribuindo para que 43 desses doentes pudessem falecer em casa num contexto familiar. As pessoas referidas a esta equipa podem beneficiar dos seus cuidados durante semanas, dias ou até anos, “assegurando um acompanhamento global”.
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, define os cuidados paliativos “como uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável, prestando cuidados ativos, que combinam a ciência e o humanismo”.
Assim, a equipa da ECSCP assumiu “um compromisso com o utente e família” para um acompanhamento regular e sistemático através de “visitas domiciliárias, conferências familiares e contactos telefónicos para acompanhamento e monitorização”.
Por fim, o contínuo esforço da equipa quer contribuir para “que o domicílio seja o lugar privilegiado para os doentes em fim de vida”, “de forma a garantir a satisfação das suas necessidades para a manutenção da sua qualidade de vida e alívio dos sofrimentos, até ao momento da morte”.
Esta equipa interdisciplinar é composta por: Rita S. Matos (Coordenadora da ECSCP e Médica), Natalina Rodrigues (Médica), Fabiana Chyczij (Médica), Lília Fernandes (Enfermeira), Alice Guedes (Enfermeira), Marília Veigas (Psicóloga), Carla Lagoa (Nutricionista), Mónica Lameira (Assistente Social), Sandra Carneiro (Assistente Técnica) e Adérito Sousa (Assistente Operacional).



