A Associação Cultural, Desportiva, Assistencial e Recreativa (ACDAR) de Vila Chã promoveu, ontem, entre as 9h00 e as 12h30, a 61ª Campanha de Recolha de Sangue, na Escola EB 2.3, em Vila Pouca de Aguiar, com o apoio do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.
Várias pessoas apareceram para doar sangue e salvar vidas. Ricardo Lameiras foi umas dessas pessoas. Para este habitante da mesma localidade da associação, estas recolhas são essenciais para ajudar quem mais precisa. “Saio daqui com um sentimento de dever cumprido e que realmente vou conseguir ajudar alguém, sem custo adicional.”
A associação iniciou as dádivas de sangue em 2003 e desde essa altura, o número de dadores tem tido altos e baixos. Na altura da troika, o número de dadores teve uma queda significada, passando de 150 para 70 a 80, referiu Manuel Luís, representante da associação ACDAR.
Acrescentou também, que a descida dos dadores, ocorreu devido a retirada dos benefícios associados à doação de sangue, como a isenção de taxas moderadoras e a eliminação do dia de dispensa laboral. “Na altura, as pessoas ficaram bastante revoltadas. O sangue é todo igual, independentemente da motivação de quem o doa, mas a verdade é que as colheitas eram muito mais abundantes quando existiam esses incentivos.”
Apesar da diminuição do número de doadores nessa altura, atualmente os valores voltaram a aproximar-se dos níveis iniciais, situando-se entre 100 e 120 colheitas, mencionou Manuel Luís.
A associação realiza três colheitas por ano, onde tanto homens como mulheres podem participar. O representante da associação realçou que os homens podem doar sangue de “três em três meses” e as mulheres de “quatro em quatro meses”. “Como o ano tem 12 meses, conseguimos organizar as colheitas de quatro em quatro meses, permitindo que todos possam participar.”
Segundo, Manuel Luís, esta iniciativa teve como objetivo a doação de sangue, mas também sensibilizar os jovens para que se tornem dadores, pois podem de facto salvar a vida de alguém. “As pessoas têm consciência de que dar sangue é necessário. Pode ser para elas próprias, para um familiar ou para um amigo.”
O representante indicou que cada colheita tem em média 100 participantes, embora nem todos consigam efetivar a doação. “Antes da colheita, todos os voluntários passam por uma consulta médica, sendo algumas pessoas temporariamente excluídas por motivos de saúde, sobretudo para proteção do próprio dador.”
Apesar da região estar cada vez mais envelhecida e a perder população, Manuel Luís, afirmou que a resposta da população tem sido muito positiva.





