Fundado em 2011, o projeto nasceu por iniciativa de António Castanheira Gonçalves. Começou por ter capacidade para 40 residentes e, ao longo dos anos, foi crescendo de forma gradual, acompanhando as necessidades da população sénior, através da melhoria das instalações e dos serviços prestados.
Segundo Isabel Carvalho, o principal fator diferenciador da instituição está “na proximidade, no cuidado e na qualidade do acompanhamento” prestado aos residentes e respetivas famílias. “Há residentes que dizem que isto não é um lar, é um hotel”, refere a diretora técnica, destacando “o ambiente acolhedor, os espaços amplos e luminosos e a preocupação constante com o conforto e a imagem da instituição”.
De acordo com a responsável, muitos idosos chegam com receios associados ao conceito tradicional de lar, mas acabam por mudar rapidamente de opinião. “Eles são de uma geração em que o lar era visto de forma muito negativa, associado ao abandono ou à solidão. Depois percebem que aqui encontram conforto, atenção e proximidade”, afirma.
E para Isabel Carvalho, a ligação às famílias é, também, essencial no processo de adaptação e bem- estar dos residentes. “Nós damos carinho, atenção e acompanhamento, mas um filho é sempre um filho. Tentamos criar condições para que as famílias estejam presentes e mantenham essa proximidade”, salienta.
O Hotel Sénior das Romanas aposta num acompanhamento multidisciplinar, disponibilizando serviços de enfermagem, acompanhamento médico, reabilitação e animação sociocultural. As atividades diárias incluem ginástica, passeios, exercícios de motricidade, momentos religiosos e ações de convívio. E para a diretora técnica a seleção e formação dos profissionais é importante. “Nem toda a gente tem vocação para trabalhar com idosos. É preciso paciência, sensibilidade e capacidade de adaptação”, explica, defendendo uma abordagem centrada nas necessidades individuais de cada residente.
Ao longo dos anos, o Hotel Sénior das Romanas tem recebido residentes de várias regiões do país e também emigrantes vindos da Inglaterra e dos Estados Unidos, muito através da recomendação de familiares, amigos e da divulgação nas redes sociais.
“Criar um bom nome foi difícil. Mantê-lo dá ainda mais trabalho”, conclui Isabel Carvalho, mostrando-se confiante com o futuro e com os novos projetos que poderão surgir, entretanto.





