Em comunicado, a PJ explica que a operação teve em vista à recolha de elementos de prova relacionados com suspeitas da prática dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
Segundo a Judiciária, em causa estão suspeitas da “existência de um esquema de introdução ilícita de medicamentos em território moçambicano, envolvendo produtos obtidos em Portugal e, posteriormente, comercializados à margem dos mecanismos legais, fiscais e aduaneiros em vigor, bem como a consequente omissão do pagamento de impostos ao Estado Português”.
Em contrapartida, “terão sido recebidas avultadas quantias em numerário, posteriormente introduzidas no sistema bancário e financeiro português e utilizadas na aquisição de bens móveis, imóveis e outros bens de luxo, indiciando a prática de atos de branqueamento de capitais”, explica a PJ.
No âmbito das diligências realizadas, foram localizados e apreendidos importantes elementos de prova dos factos em investigação, bem como uma avultada quantia monetária em numerário.
A PJ refere que a investigação “prosseguirá com vista ao apuramento integral das responsabilidades criminais e à célere conclusão do inquérito”.
Estas diligências foram realizadas com a colaboração de elementos da Autoridade Tributária e Aduaneira.
O inquérito é dirigido pelo DIAP Regional do Porto.





