Ficou em prisão preventiva o homem suspeito de matar a atual e a ex-companheira. A medida de coação foi determinada pelo Tribunal de Vila Nova de Foz Côa, que proibiu, também, Cédric Prizzon de contactar com os dois filhos.
O cidadão francês está “fortemente indiciado” da prática de dois crimes de homicídio qualificado perpetrados contra a antiga e a atual companheira, Audry Cavallier e Angela Cadillac, e de dois crimes de profanação de cadáver.
A Cédric Prizzon, ex-polícia da Gendarmerie Nationale, foram ainda imputados um crime de sequestro, um de violência doméstica perpetrado contra a filha menor, um de falsificação de documentos e detenção ilegal de arma.
O suspeito foi detido pela GNR de Mêda, no distrito da Guarda, na terça-feira durante uma ação de fiscalização rodoviária, em flagrante delito. Estava na posse de documentos falsos, de uma arma ilegal e ainda 17 mil euros em dinheiro. Com ele viajavam os dois filhos, um rapaz de 12 anos e uma bebé de um ano e meio.
As autoridades apuraram que o detido estava referenciado por suspeitas de crimes graves, como rapto e homicídio. Após várias diligências, a PJ acabou por encontrar, na manhã de quarta-feira, “enterradas em local ermo”, as duas mulheres alegadamente mortas pelo cidadão francês detido na véspera. Os corpos estavam enterrados na serra da Nogueira, no concelho de Bragança. Segundo os meios de comunicação social franceses, as duas mulheres estavam dadas como desaparecidas desde sexta-feira em Aveyron, no sul de França.
O francês vai ficar detido no Estabelecimento Prisional da Guarda, depois de ter sido ouvido durante no Tribunal de Vila Nova de Foz Côa.




