“Muita conversa literária, muita cultura, muitas conversas interessantes, com autores extremamente interessantes. […] Podemos ter conversas com os autores, interação com os autores e podemos ter uma coisa muito importante, muitas atividades direcionadas com a ilustração, com a criatividade, com o livro em si também para as crianças e para os jovens, porque pretendemos criar públicos”, destacou o vice-presidente da câmara, Pedro Rego, na apresentação da iniciativa aos jornalistas, na manhã de hoje.
A Feira do Livro contará com escritores nacionais como Raúl Minh’Alma, Joana Pestana, Rute Cancela, Rita Rovisco, Álvaro Cúria, entre outros, mas também locais, como Fernando Calado e o padre António Estevinho Pires.
“Conversas com autores locais, porque é extremamente importante darmos esse palco e essa importância e relevância aos nossos autores locais e depois com autores também de nível nacional”, referiu Pedro Rego.
O município destacou ainda as oficinas de ilustração com Carlo Giovani e intervenções artísticas e espetáculos do ator Pedro Giestas.
A iniciativa decorre no Parque Polis e no Jardim Dr. António José de Almeida e conta ainda com atividades dedicadas para as crianças, como pinturas faciais, modelagem de balões e ainda um slide, já que por ali passa o Rio Fervença.
Também a venda de livros ganha grande destaque neste evento, com 12 ‘stands’, espalhados pelo corredor do parque, com as maiores editoras do país, com “uma proposta de livros muito diversificada” e ainda com a venda das obras de autores locais.
A Feira do Livro já não acontecia há vários anos em Bragança, tendo o executivo anterior, na altura liderado por Hernâni Dias, criado o festival literário, também com a apresentação de livros, idas às prisões do concelho, escolas e biblioteca.
No entanto, o atual executivo, liderado por Isabel Ferreira, entendeu que o festival literário estava “muito fechado para um público muito específico”.
“Nós pretendemos que o livro seja uma celebração para toda a comunidade, para os jovens, para os menos jovens, que possam vir ao espaço Polis, num espaço aberto e que possam comungar dessa experiência, de ver e comprar livros, mas também de falar com os autores mais diretamente”, vincou o vice-presidente.
Ainda assim, algumas iniciativas do festival também se vão manter na Feira do Livro, como a ida dos escritores aos estabelecimentos prisionais de Bragança e Izeda, e a apresentação da coletânea da Academia de Letras de Trás-os-Montes, que todos os anos reúne textos, quer em prosa, quer em poesia, de diferentes escritores transmontanos.




