Sábado, 16 de Maio de 2026
Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Catedrático aposentado da UTAD

Árvore Genealógica

Desde há 27 anos que tenho dedicado bastante do meu tempo a fazer a história genealógica da minha família.

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Trata-se de um trabalho que exige fazer muita pesquisa, em grande parte, em documentos antigos e/ou muito antigos e, a maior parte deles são muito difíceis de ler.

Desde que comecei, houve uma evolução muito grande, para melhor, na possibilidade de consulta desses documentos. No início cheguei a pagar as fotocópias a 1 euro cada uma. Depois baixou para 50 cêntimos e agora não há custos nesse aspeto pois somos nós que temos que fazer as fotos das folhas com o nosso telemóvel. Esta evolução veio facilitar muito o trabalho de pesquisa pois deixou de haver despesas com as cópias dos documentos.

Sobre isto, o que se passou foi o seguinte: no início quase não se podia ter o telemóvel connosco pois era proibido, terminantemente, fazer fotos dos documentos. A razão era porque o telemóvel danificava as folhas e consequentemente, os documentos. Neste momento esse problema já não se tem em consideração.

Fui muitas vezes ao Arquivo da Torre do Tombo, em Lisboa. Isso encarecia o custo total da genealogia. Fui também ao Arquivo de Portalegre, ao de Vila Real e, num número de vezes muito superior, ao de Bragança.

Depois houve ainda a melhoria que muito facilitou o meu trabalho e o de quem investiga neste campo e noutros. As imagens passaram a estar disponíveis na internet. O custo da investigação genealógica baixou muito. Desde que isto aconteceu, posso dizer, sem exagero, que não houve um dia em que não “visitasse” os vários arquivos que fazem parte da Torre do Tombo. O acesso foi e continua a ser, através de tombo.pt.

O acesso aos arquivos passou a ser feito sem estarmos sujeitos à chuva, ao frio ao sol e a problemas inerentes ao facto de termos que fazer deslocações que eram, em muitos dos casos, de algumas centenas de quilómetros. De Mogadouro a Lisboa eram cerca de 400 km em cada trajeto, num total de cerca de 800.

Os custos inerentes eram por vezes bastante elevados. Isso nunca foi impeditivo de fazer o meu trabalho de investigação genealógica que, como qualquer investigação, é aliciante e, a cada documento que se obtém, é motivo de satisfação pessoal.

A genealogia é composta por vários tipos de documento sendo os principais os assentos de batismo, casamento e óbito de cada pessoa. A juntar a estes há muitos outros que, com estes, permitem fazer aquilo a que se chama a árvore genealógica de uma pessoa ou de uma família. Temos, ainda, os Processos de Génere, que eram produzidos quando uma família queria destinar ao sacerdócio algum dos seus filhos. Era uma espécie de biografia do candidato onde constavam vários elementos a ele respeitantes: o seu batizado, o batizado dos pais e dos irmãos e, por vezes, também o dos avós, assim como o casamento dos pais e dos avós. Se alguém que leia este texto quiser avançar para fazer a sua genealogia, terá esse trabalho muito facilitado. Foi o que aconteceu comigo.

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