No ano rotário de 2004-2005, ano em que Rotary fez 100 de existência, mereci a confiança da maioria dos membros do meu clube e fui eleito presidente do clube. Tal facto colocou em mim uma responsabilidade muito grande. A Maria Antónia como cônjuge desenvolveu uma atividade muito notável. Com peças de linho caseiro que tinha em casa, quase todas feitas por ela, levou a cabo vários leilões com a finalidade de arranjar receitas para desenvolver os projetos que eu e ela tínhamos no nosso programa de atividades para esse ano. Os seus “paninhos de linho” ganharam fama e proporcionaram receitas consideráveis.
Das várias iniciativas que levou a cabo, destacarei algumas.
A entrega de uma grua médica à APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, de Vila Real, para transporte de utentes.
Ajudas às Conferências de São Vicente de Paulo, da Sé e da Nossa Senhora da Conceição, em vários dos seus projetos.
Participou num Subsídio Equivalente patrocinado pelo Rotary Club de Vila Real, no ano em que fui presidente. Este projeto foi apoiado pela Fundação Rotária de Rotary Internacional e teve como parceiro o Rotary Club de Mairiporã, São Paulo, Brasil. Consistiu na compra de fraldas e equipamento didático para a Escola-Creche, chamada de Menina-Ulda, com 70 crianças, na faixa etária dos 6 meses aos 7 anos. A maior parte destas crianças viviam em casebres na favela de Francisco da Rocha, arredores de São Paulo.
A creche servia o pequeno almoço, o almoço e a merenda às crianças.
Com estas ajudas as mães das crianças podiam ter o seu emprego e o respetivo salário, o que era muito importante para estas famílias.
Na XXVII Conferência Distrital, 2009-2010, que teve como tema, “Educação e Cooperação: o Futuro de Rotary”, a Maria Antónia teve uma atividade muito importante na condição de Cônjuge do Governador do Distrito, que teve lugar na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro onde eu era professor.
Nessa condição ela dinamizou várias reuniões com os cônjuges dos rotários dos vários clubes do Distrito Rotário 1970.
Deixo aqui parte de um excerto que a Maria António escreveu na Carta do Governador do mês de agosto de 2009: é muito reconfortante para mim, ver o entusiasmo com que os cônjuges dos nossos clubes abraçam os meus projetos e como se propõem ajudar-me a concretizá-los. Penso que todas(os) juntas(os) conseguiremos levar o barco a bom termo e sentirmos a consciência do dever cumprido. As amizades que farei durante este ano serão, para mim, uma dádiva de Deus para toda a vida. Muito obrigada. O Futuro do Rotary também está nas nossas mãos.
Como é público, Deus levou a Maria Antónia para junto de Ele. Este texto é mais uma homenagem que lhe presto.




