Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

“Com o Dinheiro dos Contribuintes é Sempre a Avançar…”

O mau político veste uma humildade fingida.

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A política deve ser o lugar dos melhores e não o refúgio dos piores. Em Vila Real, há políticos assim…

Acusação

O Departamento de Ação e Investigação Penal do Porto investigou, desde 2022, as nomeações que Rui Santos (RS) fez de Madeira Pinto e José Maria para presidentes da Vila Real Social (VRS). Em 12/11/25 os três foram constituídos arguidos.

Nesta acusação, muito mais importante que o julgamento são as escutas, um autêntico delírio, que mostram a forma deplorável como estão na política, servindo-se dela, para benefício próprio e dos amigos.

RS/Mariana

Nas conversas escutadas entre Rui e Mariana esta mostrou toda a sua repulsa pela escolha de Madeira Pinto para presidente da VRS. Rui disse, “na altura foi bem jogado”. Mariana: “foi uma nódoa” …, “porque o zé povinho, não é um ser pensante…vai nas festas …”, “atão este gajo é um vendido, é um mentecapto…”. Mariana, ofende o povo e Madeira Pinto de forma vulgarzinha e não deve ter espelhos….

Toni/Zé Maria

Estes dois ex-vereadores, têm uma “adoração” por Madeira Pinto. Zé afirmou em dois minutos que assumiu com RS a troca do lugar de vereador para o seu protegido Favaios pela nomeação para presidente da VRS. Avoca que é ele quem decide e disse: “arranjamos lá um cargo para Madeira Pinto”, mas “se ele se portasse mal, mandava-o embora”. Toni diz: “ele não tem rasgo para nada…, e, tiveram de pagar uma fatura…” Zé retorquiu, “pronto…, nós não podemos ter um projeto estruturado com ele…, damos-lhe umas coisitas para fazer, entendes…?” Para Madeira Pinto ordenado de Chefe de Divisão, para Zé o de Vereador.

Zé Maria/DGEstE

O tribunal Administrativo de Mirandela (TAF) arquivou uma denuncia contra a nomeação de Zé Maria para a presidência da VRS, pois em 2014 tinha rescindido com o Ministério de Educação (ME), recebendo cerca de 138 mil €, o que o impediria de regressar a funções públicas. Contudo, o TAF disse que a decisão era da competência do ME, tendo enviado o processo para a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), que em defesa do interesse público deveria ser remetido para o ME.

Depois surgiram as “girls e boy”: Ema Gonçalo, Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Educação, Esmeralda Melo, jurista da DGEstE e João Gonçalves, Diretor-Geral da DGEstE. Todos arguidos neste processo, tentaram “guardá-lo” na DGEstE para “ajudar” o Zé e conseguiram, até 27/4/23, data em que a PJ efetuou buscas na DGEstE e o processo teve de seguir para o ME.

O secretário de Estado determinou a devolução da quantia de 77 843,26€. Zé Maria foi notificado através da Escola Diogo Cão, mas fez um pedido de “relevação” ao ministro das Finanças, ou seja, contestou a dívida, mas solicitou o seu perdão caso fosse considerada válida.

RS/Zé Silva

Zé Silva, que rescindiu amigavelmente com a sua entidade patronal, foi, com a alegada “ajuda do irmão” RS e a conivência de Alexandre Favaios, nomeado presidente da VRS, em 2/2/2026. Sem experiência na área e sem habilitações académicas, pode ser enquadrado numa situação de amiguismo. Não é arguido, mas em agosto de 2022 foi escutado com RS, onde este dizia: “temos de controlar Vila Real” e ele replicou “tá controlado”, “o único lugar é a Segurança Social (SS)”. E, RS retorquiu: “depois de termos feito a merda que fizemos o que é que a gente pode agora?” Nada, porque Costa não o quis nomear diretor da SS.

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