PS
Alexandre Favaios venceu as eleições, mas terá, em breve, de se emancipar politicamente. Obteve mais 2053 votos do que Rui Santos e os munícipes “disseram” que nem sempre quem ri com Rui, ri para ele. A. Favaios tem a palavra.
A acusação do DCIAP a Rui Santos, e outros, tem para já, o efeito de alegadamente impedir a nomeação do seu amigo José Silva para presidente da Vila Real Social. Quem “elegerá” A. Favaios?
CDS-PP
Parabéns a Conceição Pinho pela sua campanha autárquica. Apresentou um discurso fluido, empático, responsável e com elevação, sendo um exemplo que muitos candidatos deviam seguir.
Candidata
A candidata do PSD percecionou construir uma imagem de renovação e agregação, mas a realidade foi diferente. A sua liderança não se destacou nem pela elevação nem pela inclusão. Precisava de unir em vez de dividir e apresentar um verdadeiro projeto para Vila Real, que os munícipes não viram. Por isso, “rejeitaram-na”. A reduzida votação obtida, apesar das excelentes condições políticas para fazer mais e melhor, deve ser vista como um “case study”.
Plenário
Sobre o mini plenário analisá-lo-ei detalhadamente mais tarde. Contudo, há aspetos que merecem atenção. Um partido não é uma sociedade secreta; a liberdade de expressão existe, mesmo para desagrado de alguns. Eleições ganham-se no terreno, e parece haver quem ainda não o compreenda. Não houve assunção de responsabilidades por parte de ninguém, apenas lamentações. Na maior votação no concelho de sempre (32.145), alcançou o pior resultado de todos os tempos (7.582). Para tentar minimizar a derrota, “adicionaram” até os votos do CDS. Mas, se tivessem votado o mesmo número de eleitores que em 2021 (29.898), a candidata pela percentagem obtida, teria apenas 7.053 votos, contra os 8.576 obtidos por Luís Tão, que concorreu em circunstâncias completamente adversas.
Desalinhada
A diretora do IEFP continua a surpreender, mas não pela positiva. Foi aberto um inquérito inédito em setembro, pois foram ouvidos todos os cerca de 50 colaboradores do centro de formação. Apesar da magnitude, penso que o processo será arquivado e ficará resolvido com a entrada da nova lei orgânica do Estado.
O IEFP é assinante do jornal VTM e, no dia 29/10/25, foi publicado nesse semanário um artigo meu intitulado “Rejeitada”. Alegadamente, a página do artigo “desapareceu” do jornal.
No dia 18/11/25, Rodrigo Sá comentou num programa de rádio a prestação eleitoral da atual vereadora do PSD. Nada disse que já não fosse comentado em vários locais, como uma péssima prestação. A vereadora apareceu, alegadamente, no final do programa, para pedir explicações a Sá, num tom pouco recomendável, de seguida surgiu, um verdadeiro ‘dejá vu’.
Conclusão
Em abstrato, o PSD perdeu as eleições por falta de comparência. Não existem condições políticas face a uma derrota sem precedente para continuarem e já conseguiram pelos piores motivos um lugar na história do partido. O concelho merece um PSD melhor e o PS uma oposição assertiva, que desde julho de 2024 não existe. Saberão o caminho que devem seguir?






