A instituição nasceu em 2020, dando continuidade a um projeto iniciado em 2009 por Maria da Conceição Lopes Alves, que era família de acolhimento. A evolução para estrutura residencial surgiu da necessidade de ampliar e qualificar os cuidados prestados, mantendo, no entanto, uma lógica de proximidade e ambiente familiar. Atualmente, a casa tem capacidade para 13 residentes, o que permite um acompanhamento individualizado e atento.
Mas é fora de portas que a resposta tem vindo a crescer de forma mais expressiva. “Temos cada vez mais pedidos para apoio domiciliário, até porque não há vagas em lares e as pessoas querem manter-se em casa”, explica Débora Correia, diretora técnica da instituição. Neste momento, a equipa assegura vários serviços diários no domicílio, com acompanhamento adaptado a cada situação.
Ao contrário de modelos mais padronizados, o SAD d’O Girassol distingue-se pela flexibilidade e personalização. “Se nos dizem que precisam de sete ou oito horas por dia, nós garantimos esse acompanhamento. Não nos limitamos a uma hora de higiene ou à entrega de refeições”, sublinha a responsável. Os cuidados incluem higiene e conforto, controlo de medicação, preparação de refeições de acordo com restrições alimentares, apoio na mobilidade, tarefas domésticas essenciais e companhia.
Para Débora Correia, esta proximidade faz toda a diferença. “Conseguimos perceber pequenas alterações no comportamento dos utentes, porque os acompanhamos de forma contínua. É essa atenção que nos permite agir rapidamente e prestar um cuidado mais completo”, afirma.
O impacto do serviço estende-se também às famílias, nomeadamente aos cuidadores que acabam por sofrer de desgaste físico e emocional. “Já tivemos casos de pessoas completamente exaustas, sem capacidade para continuar a cuidar. A nossa intervenção não é só para o utente, é também para dar algum alívio e equilíbrio a quem está ao lado”, refere.
A possibilidade de permanecer em casa é, para muitos idosos, determinante, porque a institucionalização é frequentemente vista como uma rutura com a rotina. “Muitos associam o lar a uma fase final. Preferem ficar no seu espaço, com as suas coisas, e isso faz toda a diferença no bem-estar”, acrescenta Débora Correia.
Além dos cuidados diretos, o serviço inclui ainda acompanhamento a consultas, tratamentos e, quando necessário, a disponibilização de equipamentos específicos, como camas articuladas. Está também previsto o reforço com atividades de animação sociocultural e cuidados de enfermagem no domicílio.





