Sexta-feira, 15 de Maio de 2026
InícioPUBLIREPORTAGEMCasa de Repouso "O Girassol": Envelhecer no conforto do lar

Casa de Repouso “O Girassol”: Envelhecer no conforto do lar

Numa altura em que o envelhecimento da população coloca novos desafios às respostas sociais, o apoio domiciliário tem vindo a afirmar-se como uma solução cada vez mais procurada, especialmente em regiões do interior, onde a escassez de vagas em lares e os baixos rendimentos dificultam o acesso a cuidados permanentes. Na Casa de Repouso “O Girassol”, em Vila Real, esta realidade traduz-se num reforço do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), assente no lema “cuidamos dos seus como se fossem nossos”.

A instituição nasceu em 2020, dando continuidade a um projeto iniciado em 2009 por Maria da Conceição Lopes Alves, que era família de acolhimento. A evolução para estrutura residencial surgiu da necessidade de ampliar e qualificar os cuidados prestados, mantendo, no entanto, uma lógica de proximidade e ambiente familiar. Atualmente, a casa tem capacidade para 13 residentes, o que permite um acompanhamento individualizado e atento.

Mas é fora de portas que a resposta tem vindo a crescer de forma mais expressiva. “Temos cada vez mais pedidos para apoio domiciliário, até porque não há vagas em lares e as pessoas querem manter-se em casa”, explica Débora Correia, diretora técnica da instituição. Neste momento, a equipa assegura vários serviços diários no domicílio, com acompanhamento adaptado a cada situação.

Ao contrário de modelos mais padronizados, o SAD d’O Girassol distingue-se pela flexibilidade e personalização. “Se nos dizem que precisam de sete ou oito horas por dia, nós garantimos esse acompanhamento. Não nos limitamos a uma hora de higiene ou à entrega de refeições”, sublinha a responsável. Os cuidados incluem higiene e conforto, controlo de medicação, preparação de refeições de acordo com restrições alimentares, apoio na mobilidade, tarefas domésticas essenciais e companhia.

Para Débora Correia, esta proximidade faz toda a diferença. “Conseguimos perceber pequenas alterações no comportamento dos utentes, porque os acompanhamos de forma contínua. É essa atenção que nos permite agir rapidamente e prestar um cuidado mais completo”, afirma.

O impacto do serviço estende-se também às famílias, nomeadamente aos cuidadores que acabam por sofrer de desgaste físico e emocional. “Já tivemos casos de pessoas completamente exaustas, sem capacidade para continuar a cuidar. A nossa intervenção não é só para o utente, é também para dar algum alívio e equilíbrio a quem está ao lado”, refere.

A possibilidade de permanecer em casa é, para muitos idosos, determinante, porque a institucionalização é frequentemente vista como uma rutura com a rotina. “Muitos associam o lar a uma fase final. Preferem ficar no seu espaço, com as suas coisas, e isso faz toda a diferença no bem-estar”, acrescenta Débora Correia.

Além dos cuidados diretos, o serviço inclui ainda acompanhamento a consultas, tratamentos e, quando necessário, a disponibilização de equipamentos específicos, como camas articuladas. Está também previsto o reforço com atividades de animação sociocultural e cuidados de enfermagem no domicílio.


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

Mais lidas

PRÉMIO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS