Domingo, 7 de Dezembro de 2025
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Vila RealDe Centro Hospitalar a Hospital Central

De Centro Hospitalar a Hospital Central

Mais um passo será dado, na história do hospital vila-realense. Depois de várias alterações, na sua designação, a unidade que, actualmente, alberga os hospitais de Vila Real, Régua, Chaves e Lamego, vai passar a ser considerada como um Hospital Central. Além do reconhecimento, o novo título vai trazer um acréscimo importante, no financiamento, por parte […]

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Mais um passo será dado, na história do hospital vila-realense. Depois de várias alterações, na sua designação, a unidade que, actualmente, alberga os hospitais de Vila Real, Régua, Chaves e Lamego, vai passar a ser considerada como um Hospital Central. Além do reconhecimento, o novo título vai trazer um acréscimo importante, no financiamento, por parte do Ministério da Saúde.

 

À semelhança de outros dois hospitais, a partir do dia 1 de Março, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) passa a ser considerado como Hospital Central.

Carlos Vaz, Presidente do Conselho de Administração do CHTMAD, explicou que, além de significar o “reconhecimento do aumento, desenvolvimento e expansão do hospital”, por parte do Ministério da Saúde, a nova denominação terá como principal reflexo o reforço “do financiamento” à unidade de saúde transmontana.

Segundo o mesmo responsável, enquanto Entidade Pública Empresarial (EPE), o hospital recebe de acordo com os actos médicos realizados (como, por exemplo, internamentos, urgências, consultas, etc.) sendo que, com a passagem a Hospital Central, o valor por cada acto médico acresce “em cerca 30 por cento”.

Considerando a notícia como “muito boa, para o Centro Hospitalar”, Carlos Vaz explica que esse reforço será investido no desenvolvimento e na criação de novas especialidades.

“É fundamental criar outros serviços”, referiu o responsável, adiantando que “muito em breve”, serão disponibilizadas mais especialidades, “para as quais estão já a ser recrutados os recursos humanos”.

Mas o Presidente do Conselho de Administração do CHTMAD adiantou que vão decorrer, ainda, “grandes obras de reestruturação”, algumas das quais já em curso, como, por exemplo “o projecto da ampliação da Urgência e dos Cuidados Intensivos”.

No caso das instalações das Urgências, o objectivo passa pela criação de salas de espera “com dignidade, para atender as pessoas” e não o intuito de aumentar a capacidade daquele serviço que, segundo Carlos Vaz, não está sobrelotado, pelo contrário, recebe uma média de 179 atendimentos, por dia, o que, para um hospital da sua dimensão, “não é um exagero”.

De recordar, ainda, que, no próximo mês de Abril, será inaugurado o Centro Oncológico de Trás-os-Montes, onde, em instalações construídas de raiz, vão funcionar os tratamentos para vários tipos de cancro, com recurso a equipamentos “topo de gama”.

Carlos Vaz mencionou os melhoramentos, no que diz respeito ao serviço de Cardiologia, no qual, graças a novos equipamentos, é possível já tratar doentes que antes tinham que ser transferidos para o Porto, mais exactamente para Gaia. “Inclusive, já recebemos doentes de Viseu e de Guimarães”, garantiu o responsável.

A decisão que abrange ainda os Hospitais de Faro e de Évora está expressa numa portaria publicada em “Diário da República”, no dia 6, e que foi assinada pelo Secretário de Estado da Saúde, poucos dias antes da remodelação do Ministério da Saúde.

Ao nível da Região Norte, o CHTMAD junta-se, assim, às outras seis unidades consideradas como Hospitais Centrais, nomeadamente, o Instituto Português de Oncologia do Porto, a Maternidade de Júlio Dinis, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, o Hospital Central de Crianças Maria Pia, o Hospital Geral de Santo António e o Hospital de São João.

 

Maria Meireles

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