Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Deputados do PSD defendem “maior autonomia na contratação de médicos”

No mesmo dia em que a Ordem dos Médicos denunciou a falta de profissionais de saúde no centro hospitalar transmontano, também os deputados do PSD expuseram a questão, referindo que se trata de um problema nacional que é agravado no interior. Os sociais-democratas defendem medidas que facilitem a fixação dos profissionais e sublinham as melhorias registadas localmente, nomeadamente o aumento no número de consultas e tratamentos de radioterapia e os investimentos previstos.

-PUB-

Os deputados da Assembleia da República eleitos no distrito pelo Partido Social Democrata garantiram, no dia 21, que vão pedir ao Ministério da Saúde que haja “uma maior autonomia na contratação de profissionais de saúde” para fazer face à falta de médicos registada no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Depois de uma reunião entre os três deputados e o conselho de administração do Centro Hospitalar, Pedro Pimentel concluiu que uma das maiores preocupações prende-se efetivamente com a falta de médicos, uma questão que já tinha sido abordada aquando da visita da Comissão Parlamentar da Saúde em março. “Existe uma preocupação do CHTMAD com a falta de médicos, e nós iremos junto ao Ministério questionar qual a salvaguarda possível para tentar minimizar ao máximo esta questão”, explicou.

Além de considerar a possibilidade de serem criadas “ajudas” que facilitem a fixação de profissionais no interior, como por exemplo em termos de ordenado, o deputado considera que outra resposta ao problema poderá passar por dar “mais autonomia para que o conselho de administração possa contratar médicos e técnicos de saúde”.

Segundo o mesmo responsável político, o conselho de administração admitiu a necessidade de contratar anestesistas, clínicos gerais e especialistas em gastroenterologia.

Pedro Pimentel sublinhou, no entanto, que a questão não deverá causar “alarmismos” na população, isso porque “há médicos que garantem o atendimento”, não há é na quantidade desejável. “As pessoas não têm que ficar alarmadas, até porque o atendimento tem sido muito melhorado”, defendeu.

“Foi-nos transmitido que, em 2013, registaram-se mais de 16.000 consultas (o que representa um aumento de cinco por cento comparativamente a 2012), mais de 1.000 tratamentos de radioterapia (um crescimento de 11 por cento), e mais de 8.000 urgências (mais 4,5 por cento)”, revelou Pedro Pimentel, no final da reunião.

Outra questão abordada pelos deputados prendeu-se com o alegado esvaziamento dos serviços do Hospital de Chaves, o que, segundo os mesmos, “não é verdade”, tendo sido garantido pelo CHTMAD que será feito um investimento de um milhão de euros para a reestruturação do bloco operatório daquela unidade e para a recuperação das especialidades de urologia, endocrinologia e pneumologia.

Também no dia 21, em conferência de imprensa realizada no Porto, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos denunciou listas de espera em Medicina Física e Reabilitação que “ultrapassam largamente os tempos clinicamente aceitáveis” no CHTMAD.

Apesar de reconhecer algumas dificuldades pontuais naqueles serviços, em declarações à Agência Lusa, o CHTMAD refere que “o tempo de espera médio para consulta de medicina física em todas as unidades do centro hospitalar é de 36 dias”, contrapondo assim a denúncia da Ordem de que “existem doentes que estão alguns anos à espera do tratamento”.

Ao mesmo órgão de comunicação, o centro hospitalar transmontano referiu ainda que está a trabalhar para “minimizar estas situações” e sublinhou que no início de junho começou a trabalhar um técnico de fisiatria no Hospital de Lamego.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

COMENTAR FACEBOOK

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.