Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025
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Vila RealDeputados vão pedir intervenção “urgente” em alguns postos da GNR

Deputados vão pedir intervenção “urgente” em alguns postos da GNR

Murça, Venda Nova e Santa Marta de Penaguião são os postos da GNR que precisam de uma intervenção “o mais rapidamente possível”. Sensibilizados para o problema pela própria GNR, os deputados do PSD deixaram a garantia que vão “chamar a atenção” ao Governo. Depois de reunir também com a PSP, Luís Ramos confirmou que o comando distrital da Polícia vai mesmo deixar a freguesia da Almodena e passar para o edifíco do antigo Governo Civil.

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No âmbito do esforço para manter uma estreita relação com as entidades do distrito, os deputados do Partido Social Democrata (PSD) eleitos pelo círculo eleitoral de Vila Real reuniram, no dia nove, com as forças de segurança, constando como principal problemática a falta de condições existentes em vários postos da Guarda Nacional Republicana (GNR).

“Aquilo que nos foi transmitido é que, do ponto de vista dos recursos humanos e dos meios, a situação não é crítica, havendo apenas necessidade de intervenções em algumas instalações da Guarda”, explicou o deputado Luís Ramos, sublinhado que as “situações estão identificadas”.

Deixando a garantia de que irá “pedir a atenção do Governo no sentido de se encontrar soluções o mais rapidamente possível”, o mesmo responsável político explicou que os problemas ao nível da qualidade das instalações verificam-se nos postos da GNR de Murça, Venda Nova (concelho de Montalegre) e Santa Marta de Penaguião.

Luís Ramos explicou que “o problema mais premente” é o do posto de Santa Marta que, segundo o deputado, já recebeu mesmo, no dia 10, a visita de uma equipa do Ministério da Administração Interna com o objetivo de “encontrar uma solução o mais rapidamente possível”.

De recordar que, no que diz respeito ao posto de Venda Nova, aquele espaço continua encerrado “temporariamente” devido à falta de condições de funcionamento.

O posto foi encerrado no dia um de agosto do ano passado, altura em que o comandante distrital, Tenente-Coronel João Oliveira, explicou ao Nosso Jornal que a situação se irá manter até que seja possível a requalificação da infraestrutura.

Os nove militares que se encontravam no posto de Venda Nova fora assim transferidos para os postos territoriais de Boticas e Montalegre, no entanto, o policiamento naquela zona continuou a ser feito de “uma forma efetiva, permanente e diária”.

No que diz respeito a outras necessidades, Luís Ramos frisou que “não foram apontadas” outras problemáticas. “A GNR referiu que, embora a frota automóvel tenha uma idade muito respeitável, neste momento não há nenhum veículo imobilizado por falta de manutenção. Não ficamos com registo de que haveria problemas nesse domínio”, explicou ainda o deputado.

Quanto ao balanço de 2011 feito pelas forças de segurança, Luís Ramos mostrou-se satisfeito pelo facto de, tanto a GNR como a PSP, relatarem uma “certa estabilidade” nos números da criminalidade e da sinistralidade rodoviária. “Felizmente, nesses dois capítulos, o distrito não tem sentido de forma tão intensa os problemas que se sentem noutras zonas do país”, sublinhou o deputado, referindo que, apesar de um pequeno aumento da pequena criminalidade, “o distrito não tem tido problemas de criminalidade violenta”.

 

Comando da PSP vai mesmo para o edifício do Governo Civil

A questão levantada pelo Nosso Jornal na última edição relativamente à possibilidade do comando de Vila Real da PSP deixar as suas instalações na Almodena para se mudar para o edifício do antigo Governo Civil foi confirmada pelo comandante distrital aos deputados do PSD.

“O que nos foi dito pelo intendente Vítor Soares foi que, neste momento, já está a ser elaborado o projeto de adaptação das instalações do Governo Civil”, explicou Luís Ramos, referindo que “as obras irão arrancar o mais depressa possível” e que será necessário “um reordenamento da distribuição dos espaços pelas várias entidades” que têm atualmente a sua sede no palacete centenário.

De recordar que, recentemente, o Ministério da Administração Interna divulgou publicamente o destino a dar aos vários edifícios que, de Norte a Sul do país, serviam de morada aos Governos Civis, referindo que no caso de Vila Real este será partilhado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a pela PSP.

As atuais instalações “provisórias” do comandando da PSP foram cedidas há cerca de 10 anos pela autarquia de Vila Real e englobam vários serviços, entre os quais, calabouços, posto de rádio, secção de armas, sala de reuniões e formação, sala de inquéritos, de reconhecimento, vestuários, bar, refeitório e posto médico, entre outros. As obras de transformação do antigo armazém localizado na Almodena custaram na altura cerca de 150 mil euros, suportados, em partes iguais, pela autarquia e pela PSP, e contaram com a mão-de-obra de um grupo de reclusos do estabelecimento prisional de Vila Real, que se encontrava em processo de reintegração. Até a hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível saber junto da Câmara Municipal de Vila Real que destino terão aquelas instalações.

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