Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025
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Descarrilamento na Linha do Tua

“Se caísse para o outro lado, morríamos todos!” – esta foi a convicção de um dos trabalhadores da Rede Ferroviária Nacional, REFER, após o descarrilamento da Dresine onde seguia e que teve como consequência um ferido ligeiro. O acidente ocorreu por volta das 10.45 horas de Quinta-feira, na linha do Tua, entre o apeadeiro de […]

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“Se caísse para o outro lado, morríamos todos!” – esta foi a convicção de um dos trabalhadores da Rede Ferroviária Nacional, REFER, após o descarrilamento da Dresine onde seguia e que teve como consequência um ferido ligeiro. O acidente ocorreu por volta das 10.45 horas de Quinta-feira, na linha do Tua, entre o apeadeiro de Tralhariz e a estação do Tua. O sinistro foi provocado pelo deslizamento de uma rocha que embateu na Dresine, quando esta passava, no local, com três trabalhadores, fazendo-a descarrilar, para lado do rio. O impacto da rocha, acompanhado por deslizamento de terras, entortou um carril e obrigou, de imediato, à suspensão da circulação de comboios, entre Mirandela e o Tua.

O ferido “com dores num dos braços” e os seus colegas foram transportados, depois, por uma outra Dresine, para o Tua, sendo levados numa ambulância dos Bombeiros de S. Mamede de Ribatua para o Centro de Saúde de Alijó.

Segundo uma fonte da REFER da estação do Tua “os trabalhadores estavam assustados e preocupados com o sucedido, mas foi mais o susto do que outra coisa”. Outro trabalhador afirmou: “Mais um metro e íamos parar ao rio Tua”.

Ao início da tarde, uma equipa de técnicos da REFER esteve no local do deslizamento, a recolher dados das causas da ocorrência. Era voz corrente, em Foz Tua, que, na origem da derrocada, estava “a trepidação feita pelos trabalhos de perfuração e sondagens ligados à construção da Barragem do Tua e pelas chuvas intensas que caíram, de noite”.

Segundo um trabalhador da REFER, os homens envolvidos no acidente já recuperaram e regressaram, durante a tarde do mesmo dia, ao trabalho.

A Dresine acidentada fazia uma inspecção de segurança à linha, “à frente” da automotora que tinha partido de Mirandela, às 10 horas, para chegar ao Tua, às 11.49 horas. Ou seja, a automotora iria passar, uma hora mais tarde, no local do acidente.

 

Jmcardoso

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