Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025
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Desfile pela vila para alertar a opinião pública sobre a grave situação da adega

Pouco mais de um ano depois de ter assumido as rédeas da adega, a atual direção da cooperativa de Alijó ‘deitou a toalha ao chão’ e demitiu-se, mas não se despede em definitivo sem antes voltar a chamar a atenção para a grave situação da organização. Lembrando que está em risco “o coração da economia do concelho”, a direção da adega apela à participação de todos na manifestação do próximo domingo.

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No dia 22, viticultores, funcionários e dirigentes da Adega Cooperativa de Alijó vão sair à rua para “alertar a opinião pública e apelar a todas as entidades e poderes públicos” para que seja encontrada uma solução para a sua grave situação financeira.

Segundo comunicado da direção da adega, “no final da Assembleia Geral marcada para a manhã de domingo, na sede da cooperativa, irá proceder-se a uma singela homenagem aos sócios fundadores da Adega, à qual se seguirá um desfile ao longo da vila até ao edifício da Câmara Municipal”.

“Ao tomar estas iniciativas, a Direção visa alertar a opinião pública e apelar à contribuição de todas as entidades e poderes públicos, aos partidos políticos e organizações da lavoura e à banca, designadamente à Caixa Geral de Depósitos (CGD)”, no sentido de conseguir “levar de vencida a grave situação da adega”, refere ainda o comunicado.

De recordar que, em janeiro do ano passado, os sócios da adega alijoense “decidiram pôr fim a anos consecutivos de gestão ruinosa e elegeram os atuais corpos sociais” que, segundo a direção, “têm procurado, por todos os meios, salvar a cooperativa”. “A rutura com o passado não se traduziu, contudo, por parte dos principais credores, nomeadamente a CGD e o Estado, da mínima abertura para a necessária recuperação”, garante a equipa diretiva que, liderada por Pedro Sousa, já apresentou a sua demissão.

Criada na década de 60, a adega tem sobrevivido nos últimos anos, “garantindo a feitoria das vindimas e perseverando cerca de 20 postos de trabalho”, graças à “dedicação e generosidade de um número apreciável de associados que não têm recebido parte ou o total das suas produções e são já credores de cerca de dois milhões de euros”, reconhece o presidente da direção.

Admitindo que “o futuro imediato é incerto”, Pedro Sousa adverte que o que está em causa é o “coração da economia do concelho”. “Alijó não será a mesma se a adega cooperativa encerrar as suas portas”, garante. De recordar que, entre 2009 e 2010, as instalações da adega alijoense foram alugadas a uma empresa, retomando o seu funcionamento enquanto cooperativa em 2011.

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