Instalado perto de Outeiro Seco, a poucos quilómetros de Espanha, o Parque Empresarial de Chaves tem-se revelado um instrumento importante para o desenvolvimento do tecido comercial e de pequena indústria regional, numa valência transfronteiriça cada vez mais acentuada. Além de ninho de empresas, assumiu outras ofertas, como o Mercado Abastecedor e a Plataforma Logística.
Em 2002, a área já estava definida, mas faltava a aquisição do terreno. Gradualmente, o Município de Chaves foi desenvolvendo o projecto até àquilo que é hoje esta plataforma. Um processo que foi pormenorizado pelo presidente da autarquia, João Baptista. “Em 2002 ainda não havia nenhum terreno adquirido. Em Janeiro desse mesmo ano repensamos a situação e, tendo em conta o traçado da A24, decidimos mudar de local. Acabou por ser construído no Parque junto ao nó da A24 de acesso a Outeiro Seco (o nó foi completo e pago pela Câmara em 2008)”.
“Já em 2008, além do Parque Empresarial, tínhamos também a aprovação do Mercado Abastecedor e candidatamos ainda a Plataforma Logística. Entendemos que em vez de ter todas essas valências separadas, deveríamos juntar e foi isso que aconteceu. O Parque Empresarial acolhe unidades de transformação; o Mercado Abastecedor é destinado essencialmente à comercialização de produtos agrícolas; e a Plataforma Logística serve para armazenar as mercadorias aqui junto a uma zona de fronteira”.
Esta candidatura aprovada vem responder a uma “crise de crescimento” que o Parque estava a ter em função das novas exigências. “Sensivelmente, a partir de 2006/07, antes da entrada da crise em força, nós tivemos solicitações de implantação no Parque Empresarial de unidades que precisavam de terrenos na ordem dos 40/50 mil metros quadrados, mas os lotes tinham no máximo 7 mil metros. Surgia assim um problema. Dávamos resposta a pequenas unidades mas não correspondíamos às maiores áreas. Foi isso que nos levou a fazer uma candidatura à ampliação de Parques Empresariais e ao novo enquadramento das novas regras de condomínio, de amenidades, e da própria base tecnológica. A aprovação desta ampliação permitirá disponibilizar espaço com dimensões favoráveis à instalação de unidades modernas”.
O próximo passo será a conclusão das denominadas amenidades, que já têm os estudos ambientais e geológicos feitos. São trabalhos que comportam o alargamento de acessos, criação de espaços verdes, zonas pedonais, movimentos de terras, arruamentos, infra-estruturas de água e saneamento, e a preparação dos lotes. Está previsto um lote para uma creche de apoio às famílias dos trabalhadores do Parque. “Embora o parque já tenha fibra óptica e todas as condições, nós queremos agora alargar para termos lotes de maior dimensão, num conceito mais moderno de Parque de Ciência e Tecnologia Empresarial”. Além da candidatura aprovada, foram feitos mais estudos, nomeadamente o de impacto ambiental que está concluído.
Apesar do Município ter já uma quantidade considerável de terrenos, vai necessitar de adquirir mais alguns, iniciativa que o autarca considera fundamental neste processo. João Baptista aproveitou para realçar que todos os projectos do Parque foram feitos pelos técnicos camarários, sendo que só foi adjudicado o que, tecnicamente, a Câmara não teve capacidade para fazer.
Neste momento, a área empresarial está ocupada em 50 por cento, já o Mercado abastecedor está numa quota de 100 por cento. A Plataforma Logística ainda não está ocupada por uma opção estratégica da Câmara. “Há uma nova legislação de enquadramento que nós temos preservado para grandes empreendimentos que possam aparecer, já que estamos convictos que isso vai acontecer”, concluiu.
Agora, segue-se a assinatura do contrato de financiamento e as obras deverão arrancar já no próximo ano. Um pormenor importante é que não haverá portagens até ao Parque Empresarial para quem vem de Espanha e também para quem sair pela Estrada Nacional e se dirija à cidade, uma vez que não haverá pórtico entre o nó de Vila Verde e o de Outeiro Seco.
Além da candidatura referente ao Parque Empresarial de Chaves, mais sete projectos foram contemplados, nomeadamente o Parque Empresarial de Recuperação de Materiais e o Parque Empresarial da Cortiça (Santa Maria da Feira), da AAE de Ul-Loureiro (Oliveira de Azeméis), do Minho Park Monção, da Área de Localização Empresarial da Trofa, do Gaia Park, e do Pólo 5 da Cidade Empresarial de Paços de Ferreira. Um conjunto de investimentos que significa para a Região do Norte um investimento de 134 milhões de euros, co-financiado em 56 milhões pelo ON.2, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.




