A gala de apresentação do Douro como Cidade Europeia do Vinho está agendada para dia 4 de fevereiro, em Lamego. O anúncio foi feito, esta segunda-feira, pela Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro).
“All Aroud Wine, All Around Douro” é o lema da candidatura do Douro à Cidade Europeia do Vinho 2023 e este galardão, conquistado em junho, em Bruxelas, é, segundo a CIM, “um dos mais importantes da história da região”, que é património mundial da humanidade desde 2001.
A cidade do Peso da Régua já tinha tentado o título, em 2018, e dessa experiência resultou uma candidatura de âmbito regional, que envolveu os diferentes agentes do Douro. Sem especificar quais, a CIM Douro disse que está prevista a realização de “dezenas de iniciativas ao longo do ano” para mostrar o território à Europa.
“O Douro Património da Humanidade será, assim, uma referência europeia no vinho, na vinha, na cultura e na celebração harmoniosa da natureza e da obra secular realizada por gerações de durienses”, referiu a comunidade intermunicipal.
Salientou ainda que este é “tido como um dos maiores desafios coletivos que o Douro já assumiu em toda a sua história, materializando o desejo e o pulsar de toda uma região”.
“Com esta distinção como Cidade Europeia do Vinho 2023, o Douro acalenta o desejo legítimo de que a região seja um grande contribuinte das exportações nacionais, faça do vinho e da vinha uma alavanca concreta e real para o desenvolvimento da sua economia e riqueza de quem aqui vive e trabalha”, frisou.
Acrescentou que se pretende “que o território transmita, represente e seja uma marca económica, social e cultural com notoriedade, um exemplo de interação harmoniosa do homem com a natureza”.
Segundo a CIM, os 19 autarcas estão “preparados para dar corpo ao desafio, juntamente com as entidades locais e regionais e os cerca de 22 mil produtores, assumindo a urgência da valorização do produto e a construção de uma região equilibrada e com sustentabilidade”.
“Abrir o Douro ao mundo é outro propósito desta candidatura. A região do Douro, durante décadas a fio, centrou-se apenas e só na produção de vinho. Hoje o Douro, território de paisagens carismáticas com alma e atitude, com o seu aprazível rio navegável, tem a ambição legítima de trazer o mundo ao Douro. E será esta descoberta do Douro, esta vivência do Douro ‘in situ’ que gerará mais-valias ao que produzimos, ao que aqui criamos, ao nosso vinho, à nossa vinha, à nossa gente”, frisou a comunidade intermunicipal.
Desde domingo que todos os municípios adotaram a mesma imagem nas suas comunicações com o exterior, vestindo a “mesma camisola” do Douro.
A CIM Douro compreende os concelhos de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Coa e Vila Real.
De recordar que a Cidade Europeia do Vinho é um concurso anual lançado pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), em 2012, e tem como objetivo a promoção turística e a divulgação das regiões europeias produtoras de vinho, tendo um caráter rotativo entre os diversos países que fazem parte da rede.



